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Bolsonaro X Educação e Cultura Universal

Bolsonaro X Educação e Cultura Universal


Por Ana Carolina Prado – Fala!Cásper

(Charge: Aroeira)

No dia 14 de maio, o presidente Jair Bolsonaro seria homenageado pela Câmara de Comércio Brasil Estados Unidos. A celebração já marcada ocorreria no famoso Museu de História Natural em Nova York.

Reservado com antecedência o espaço, a administração do Museu não entendia como um problema sediar um evento tão importante envolvendo um histórico parceiro comercial, o Brasil.

Contudo, o homenageado não a agradou. A opinião pública influenciou de maneira estrondosa no cancelamento do evento. O argumento utilizado pela administração do local seria que Bolsonaro não poderia ser homenageado em um espaço que simboliza educação e cultura universal.

Ainda de acordo com o Museu, o presidente brasileiro representaria uma ameaça aos valores democráticos e aos direitos humanos.

Bill de Blasio

Bill de Blasio, prefeito de Nova York Foto: Stefan Jeremiah/ New York Post

O prefeito de Nova York, democrata Bill de Blasio, denominou, no dia 12 deste mês, o presidente Jair Bolsonaro como “um ser humano muito perigoso”. Essa declaração se deu durante uma entrevista a uma rádio local, além de mencionar o “racismo evidente” e a “homofobia” do líder brasileiro.

Blasio, tendo a sua percepção negativa sobre Jair Bolsonaro, solicitou que o Museu de História Natural dos Estados Unidos cancelasse o evento da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.

Governo Bolsonaro

Presidente Jair Bolsonaro Foto: Mauro Pimentel / AFP

Após a declaração do prefeito de Nova York, Filipe Martins, o acessor presidencial para assuntos internacionais e o deputado estadual e presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), reagiram um dia após a declaração ser feita.

Em um tweet, Filipe Martins escreveu “Surpresa seria uma toupeira dessas o elogiar”, “Não há surpresa alguma em ver Bill de Blasio, um sujeito que colaborou com a revolução sandinista, que considera a URSS um exemplo a ser seguido e que faz comícios no monumento dedicado a Gramsci no Bronx, criticando o PR Bolsonaro.”

Na mesma linha de crítica, o filho do presidente associou os discursos ao “globalismo”. Ele também retuitou a publicação do deputado Paulo Eduardo Martins (PSC-PR) em que ele comentou: “É a prova que ‘o idiota’ não habita somente a América Latina. ‘O idiota’ está por toda parte”.

Eduardo ainda afirmou: “O movimento cultural que ocorre no Brasil ocorre da exata e mesma forma no Chile, Inglaterra, França e, claro, nos EUA. Isso visa a construção de um novo mundo suprimindo as culturas locais. Depois falamos que são Globalistas e ainda há quem queira fazer chacota conosco”.

Sérgio Moro

Foto: Marcelo Camargo/arquivo

No mesmo evento, ano passado, o atual Ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro, era na época juiz federal, famoso por ser o “cabeça” da Operação Lava Jato, foi indicado como Pessoa do Ano.

 A Operação Lava Jato chegou a cumprir mais de mil mandados de busca e apreensão, de prisão temporária e preventiva e de condução coercitiva, visando apurar um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou bilhões de reais em propina no Brasil.

A elite social, econômica e política do Brasil e dos Estados Unidos participavam, ano passado, do jantar cerimonial em homenagem aos convidados especiais, Michael Bloomberg e Sérgio Moro, respectivamente sendo eles ex-prefeito de Nova York e o juiz federal vigente da época. Contudo, a entrada do evento foi conturbada. Manifestantes gritavam adjetivos pejorativos ao que eles consideravam um juiz parcial e “anti-herói nacional”.

Recentemente Moro foi chamado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em meio a tensão da tramitação da reforma da Previdência, como “funcionário” de Bolsonaro.

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