Biden é eleito e Kamala Harris é 1ª mulher vice-presidente nos EUA
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Biden é eleito e Kamala Harris é 1ª mulher vice-presidente nos EUA

Biden é eleito e Kamala Harris é 1ª mulher vice-presidente nos EUA

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Contando com a noite do dia das eleições, 3 de novembro, foram praticamente 5 dias de apurações acirradas até Joseph “Joe” R. Biden, o candidato democrata que representava a oposição, ser eleito presidente dos Estados Unidos. A reviravolta foi trazida pela terra natal do ex-senador, Pensilvânia, Estado-pêndulo que já vinha sendo indicado como central na disputa.

As pesquisas de opinião já demonstravam uma vitória do democrata, mas a margem entre os dois candidatos em alguns dos estados mais importantes foram bem mais estreitas do que o previsto. A pouca diferença nos números dos dois e o tempo para serem apurados os votos em seis estados, quatro dos quais ainda eram considerados uma incógnita, foi motivo de muita tensão. 

Biden
Joe Biden. | Foto: Reprodução.

Apuração das eleições

Nos primeiros momentos da apuração, ainda na terça-feira, Donald Trump e Joe Biden apareciam com margens muito amplas em alguns dos Estados-pêndulos mais importantes, que foram diminuindo conforme os votos eram contados. Na quinta-feira, 5 de novembro, a disputa já estava decidida em 44 dos 50 estados, quando uma reviravolta já não era possível para um ou outro candidato, mesmo com votos ainda a serem contabilizados. Nesta conjuntura, Joe Biden liderava no número de votos dos colegiados, com 253, frente aos 214 do republicano Donald Trump. 

Os estados restantes eram Alasca, tradicionalmente republicano, Carolina do Norte, onde Trump mantinha uma vantagem que não tendia a mudar, Nevada, Arizona, Pensilvânia e Geórgia. Nestes quatro últimos, as margens eram especificamente apertadas, com Biden liderando as apurações nos dois primeiros — Nevada e Arizona — e Trump à frente nos dois últimos — Pensilvânia e Geórgia.

Se a situação se mantivesse exatamente a mesma, o ex-vice-presidente democrata seria eleito com exatamente 270 dos votos dos colegiados, apenas o mínimo necessário para a vitória. Na sexta feira, 6 de novembro, a situação se tornou mais complicada para Trump, quando Biden assumiu a liderança também na Pensilvânia e na Geórgia. Com esses quatro estados, ele teria 306 votos dos colegiados, 36 a mais que o necessário. 

Mas não foi preciso esperar o resultado nos seis estados. No começo da tarde de sábado, pelo horário de Brasília, 98% dos votos já tinham sido apurados na Pensilvânia, o que tornava Biden estatisticamente o vencedor, somando os 20 votos dos colegiados do estado aos 253 já conquistados. Com pelo menos 273 dos votos dos delegados, já não era mais possível para o democrata perder a eleição.

Quem são os eleitos

O presidente eleito, Joe Biden, tem uma longa carreira política. Foi eleito senador pelo estado de Delaware, em 1972, poucos dias antes de atingir a idade mínima determinada pela lei americana, 30 anos. Foi reeleito cinco vezes e, nos 36 anos de senado, presidiu o Comitê Judiciário e o Comitê de Relações Exteriores.

Também participou das primárias democratas para a eleição presidencial em 1988 e 2008, quando foi derrotado por Barack Obama e integrou sua chapa na posição de vice-presidente.

Biden é considerado um democrata bastante moderado, com uma postura pouco combativa com relação aos republicanos, aspecto perceptível no discurso que ele adotou durante a campanha.

A vice-presidente eleita é a senadora Kamala Harris. Nascida na Califórnia, filha de pai jamaicano e mãe indiana, Harris foi District Attorney, um cargo equivalente a um promotor de justiça, em São Francisco, de 2004 a 2010. Em 2011, se tornou a primeira mulher a ser procuradora-geral do estado da Califórnia e, cinco anos depois, foi eleita senadora pelo mesmo estado.

Kamala Harris
Biden é eleito presidente e Kamala Harris é primeira mulher vice-presidente nos EUA. | Foto: Reprodução.

A resposta de Trump

O candidato derrotado e atual presidente, Donald Trump, tem se recusado a admitir a vitória de seu adversário. Antes das eleições, o republicano já indicava que não aceitaria uma derrota e, durante as apurações, chegou a se declarar vencedor e dizer no Twitter que os votos deveriam parar de ser contados. Diante da impossibilidade que isso pudesse ser feito, o atual ocupante da Casa Branca pediu a recontagem dos votos em alguns estados.

A recontagem é possível quando a diferença nos votos é muito pequena e as regras para tal são específicas de cada estado. No Wisconsin, por exemplo, a recontagem não é automática, mas pode ser pedida por um dos candidatos se a diferença for inferior a 1% — Biden ganhou no estado por 0,6%. No entanto, mesmo a diferença percentual sendo bem pequena, a quantidade absoluta de votos é muito grande para que seja provável uma alteração no resultado.

É comum que, após a recontagem, haja uma mudança de algumas centenas de votos no resultado final. Assim, é praticamente impossível que a diferença de 20 mil votos entre Donald Trump e Biden no Wisconsin mude após uma recontagem. 

Trump também tem alardeado acusações sobre uma suposta fraude nas eleições, sem apresentar nenhuma prova que sustente suas alegações. Na quarta-feira, 11 de novembro, autoridades eleitorais americanas consultadas pelo The New York Times negaram haver indícios de fraude.

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Por Joabe Andrade – Fala! UFMG

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