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Bate-Papo com Pedro Bial na Maria Antônia

Bate-Papo com Pedro Bial na Maria Antônia


Em meio a uma distribuição do jornal impresso do Fala!M.A.C.K, ali mesmo na rua Maria Antônia, encontramos o Pedro Bial, que parou um pouco do seu precioso tempo para conversar com a gente e passar um pouco da sua percepção de mundo, de seu conhecimento e de suas ideias para nós estudantes, que estamos sempre em busca de uma referência ou de algum exemplo que sirva de espelho para nossa trajetória.

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Fala!: Na sua opinião, nessa era de informação em que estamos inseridos, com a informação em peso na nossa cabeça, o crescimento da internet que não para, o quanto isso ajuda e o quanto isso atrapalha na formação do jovem?

Bial: Uma boa pergunta, vou tentar responder fazendo uma símile com a minha formação quando eu era estudante de jornalismo e, é bem claro uma diferença, vocês vivem hoje tempos de abundância, de excesso e eu, na época da minha formação, estava inserido em tempos de escassez, de dificuldade de acesso a informação. Para uma revista estrangeira chegar no Brasil, por exemplo, demorava muito mais tempo para ela chegar e as informações circularem. É exatamente o oposto, o outro lado da moeda que a gente vive hoje, então se você me pergunta se o excesso ou a abundância atrapalha ou ajuda, eu lhe pergunto: e a falta, e a carência lá trás, me atrapalhava ou me ajudava?! Não é nessas categorias que a gente vai resolver isso, se atrapalha ou se ajuda, mas sim, a tua disposição diante do que se apresenta. No meu caso, diante da carência dos recursos parcos que a gente tinha, o que valia era a tua curiosidade, a tua persistência, tua perseverança para buscar fontes de informação. Pra ir atrás de conteúdo, por exemplo, a universidade era muito pobre em termos de recursos tecnológicos, a gente não tinha nem uma câmera super 8, no entanto, tinha livros, então quem pegava, aproveitava e lia o que lhe caia em mãos, e assim ganhar embasamento teórico forte. Hoje, talvez seja até mais difícil para vocês, apesar de parecer mais fácil, no sentido que se exige do sujeito, desde muito jovem, uma qualidade, uma virtude das mais difíceis, que você precisa de muita experiência pra adquirir que é discernimento, ou seja, que é separar o que presta e o que não presta, separar o que é ruído e o que é comunicação, o que é mentira e o que é verdade. Basicamente, na internet você tem 300 milhões de fontes de informação e talvez seja mais difícil, você tem tanta coisa, é difícil saber no que você vai confiar, e o discernimento é algo muito difícil de adquirir, então talvez este seja o grande desafio pra vocês, diante de tal abundância.

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Fala!: Qual dica você dá para os alunos de comunicação em pleno século 21?

Bial: Que não percam de vista o esqueleto, o caráter mais básico e imutável da profissão, que é contar uma boa história. Para contar uma boa história, são aquelas os 4 pontos cardiais que sempre se citam: você precisa ter alguma coisa para contar (Conteúdo), contar da maneira mais clara (Clareza), contar da maneira mais breve possível (Sucinto, poder de Síntese) e contar com humanidade, ser uma pessoa contando para outra pessoa. O Fernando Pessoa acrescentou a esses 4 pontos cardiais um quinto: é bom ter um anjo da guarda legal também. Então assim, não perder o que as maravilhas contemporâneas estão oferecendo para a gente, para não perder a essência, a apuração de uma boa história, saber contar essa história, com clareza, isso vai ser sempre necessário. Esse profissional vai ser sempre imprescindível, seja qual for o suporte que você vai usar.

Fala!: Como os estudos ajudaram na sua formação?

Bial: Eu acho que quem está na profissão de jornalista, entra porque gosta de estudar. O problema é: a partir do momento que você passa a trabalhar sobra pouco tempo. A maravilha da nossa profissão é que a gente nunca para de estudar, você está sempre lendo, sempre se atualizando, você tem que fazer isso, é da natureza dessa profissão. Então, deve-se aproveitar em quem ainda não está atropelado pela rotina massacrante de um jornal ou de uma televisão pra ler bastante, ler os mestres, os grandes contadores de história, teoria, antes de embarcar de vez na prática. Basicamente, é isso!

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Por: Marcelo Gasperin e Fernanda Rodrigues – Fala!M.A.C.K

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1 Comentário

  1. 4 anos ago

    BIAL , QUE PENA A CREDIBILIDADE DO PROGRAMA ; A ANA PAULA JA TINHA COMENTADO QUE OS TRES QUE FICARIAM NO FINAL SERIA , MUNIK, RONAN, E GERALDA E JA ESTAVA GANHO E QUE TODOS OS BROTER SAIRAM ESTE BATE PAPO, NO PROGRAMA DA ANA MARIA ; QUE PENA ALEM O MAIS E SO POLITICOS.

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