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Exemplo de superação: bailarino vence dificuldades e brilha na Europa

Exemplo de superação: bailarino vence dificuldades e brilha na Europa

Por Luana Coggo – Fala!PUC

“Voltar com o 1° lugar foi muito honroso”, diz rapaz de 17 anos ao vencer festival alemão

Roberto Rackin Ribeiro, bailarino e piritubano, carrega na bagagem 20 medalhas e 5 troféus, resultantes de competições nacionais e internacionais.

Tudo começou aos 8 anos, quando o garoto assistiu a uma aula de ballet clássico e encantou-se, ingressando no mesmo ano ao grupo infantil de bailarinos. Alguns meses depois, participou de sua primeira competição em grupo e conquistou o 1° lugar no Sesi. Roberto passou a morar em outro bairro e ficou um período sem dançar, mas diz que o amor pela dança sempre cresceu dentro dele.

Exemplo de superação: bailarino vence dificuldades e brilha na Europa

Já em uma nova escola, cursando o ensino fundamental, o menino chamou a atenção de uma diretora responsável por uma renomada academia de dança. Nas apresentações da festa junina da instituição, a professora, após observar os passos do garoto, perguntou se havia interesse por parte dele em entrar para a academia de dança. Roberto aceitou a proposta e ingressou novamente nas aulas de jazz, ballet e contemporâneo.

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Aos 15 anos fez sua primeira apresentação solo de dança contemporânea, cujo número rendeu diversos prêmios. Roberto diz nunca ter sido confiante quanto à sua capacidade de dançar ballet clássico, visto que, ao nascer, seu pé direito era torto. Durante seus primeiros meses de vida ele ficou com o pé engessado, porém ao não obter o resultado esperado pelos médicos, passou por uma cirurgia para endireitar o pé, que após o procedimento, desenvolveu-se com menos mobilidade.

Durante sua fase de crescimento, o menino fez acompanhamento com ortopedistas, que diziam que Roberto poderia praticar todos os tipos de esportes, porém nunca a nível de competição. Essas alegações nunca foram suficientes para apagar o sonho do garoto, que continuou treinando e em 2017 viajou para Nova York para participar do Valentina Kozlova International Ballet Competition, festival em que o bailarino conquistou medalha de bronze.

De volta ao Brasil após sua primeira apresentação internacional, Roberto sentiu-se ainda mais encorajado para seguir seu sonho e melhorar cada vez mais, sempre recebendo todo o apoio de sua família e amigos. O rapaz diz que foi incrível entrar em contato direto com o meio artístico exterior e ver quanto a cultura e a arte são valorizadas e incentivadas por vários governos, diferentemente do bairro em que mora, cujo crescimento artístico é dificultado pela falta de estrutura, verbas e incentivos.

No início do ano, Roberto fez mais uma viagem internacional para apresentar sua arte, desta vez a Berlim, no festival TANZOLYMP.

Ele sentiu-se extremamente honrado por, entre tantos, ser o escolhido para representar seu bairro e principalmente seu país. Para que essa viagem fosse possível, os pais de Roberto tiveram que arcar com seus custos, o que foi um grande obstáculo para a família.

No dia de sua apresentação, pouco antes de seu nome ser anunciado, o bailarino percebeu um sangramento em seu nariz, o que o deixou extremamente nervoso e preocupado, mas não havia tempo para isso. Então ele entrou em cena, minimamente desconcentrado e preocupado com a hipótese de seu sangue aparecer e sujar o palco. Apresentou seu número e após dois dias, foi anunciado o resultado da gala. Entre 1.030 números, ele estava entre os 24 melhores. Em sua categoria havia 36 bailarinos e Roberto conquistou o 1° lugar na competição.

O rapaz voltou ao Brasil realizado e esperançoso em relação ao futuro. Ele afirma que agora irá procurar especializar-se e tornar-se mundialmente conhecido pela sua arte feita com muito amor e dedicação.

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3 Comentários

  1. Roberto Hipolito
    1 ano ago

    Excelente matéria, de fato uma história motivadora é muito bem contada.

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