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O avanço da onda conservadora – confira o debate sobre o tema na 39º Semana de jornalismo da PUC-SP

Por Marjorie Wartanian – Fala! PUC

 

A 39º Semana de Jornalismo na PUC-SP teve como tema geral a América Latina, mas abordou assuntos importantes para o mundo inteiro. As palestras contaram com grandes nomes do jornalismo como Carol Pires e Yan Boechat e tiveram temas como “O avanço do conservadorismo”, “A questão indígena” e “Futebol cultura e fanatismo”. Assim, a semana foi um sucesso, com muita informação e uma bela organização.

“O avanço do conservadorismo” foi o primeiro assunto da semana, a palestra aconteceu no período noturno e deixou o auditório lotado. Na mesa estavam Gilberto Maringoni, Verena Glass, José Arbex, Veronica Goyzueta e Tomaz Paoliello. José Arbex, professor do departamento de jornalismo na PUC-SP, foi o mediador do debate, no qual os convidados tinham 15 minutos de tempo inicial para apresentarem seu ponto de vista sobre o tema, após os quatro convidados falarem o espaço para as perguntas do público foi aberto. A partir dessa dinâmica a organização esteve presente durante o debate inteiro – que foi organizado e pensado por alunos do curso, estes alunos foram parabenizados por José Arbex e pelos participantes da mesa.

Foto: Matheus Lopes

 

Tomaz Paoliello é professor da PUC-SP e iniciou o debate, o docente incitou a reflexão no público fazendo perguntas sobre o conservadorismo como o que ele é, se é ou não uma ideologia e quais são seus interesses. Após isso ele discorreu acerca do tema e mostrou que o conservadorismo está buscando tomar lugares mobilizados pela esquerda, como os espaços artísticos. Ele ainda afirmou que colocar o conservadorismo como inferior não o deslegitima, mas pode lhe dar forças, como o caso da eleição de Donald Trump.

Os outros palestrantes concordaram com Paoliello, mas alguns discordaram entre si, como Verena Glass e Gilberto Maringoni, que deixaram clara a discordância sobre destruir parte do meio ambiente para construir hidrelétricas e outras tecnologias que beneficiam o ser humano, enquanto ela defendeu o meio ambiente ele afirmou que às vezes é necessário que ele seja destruído para bens maiores, ele exemplificou sua fala com o caso da Hidrelétrica de Itaipu e os benefícios que ela trouxe à sociedade.

Verena também falou sobre as eleições na Argentina e a dominação da Bancada Ruralista no Brasil, traços do conservadorismo na América Latina. E a peruana Veronica Goyzueta concordou com ela e continuou mostrando os traços do conservadorismo discorrendo sobre a história dos países latinos, afirmando que todos têm uma história muito parecida e passaram por momentos parecidos nos mesmos períodos, como a ascensão da esquerda na América Latina na primeira década dos anos 2000 e os períodos de Ditadura Militar vividos no continente. Por fim, Gilberto Maringoni fez sua fala cujo assunto central foi o golpe vivido pelo Brasil em 2016 e a dificuldade de ascensão do da sociedade brasileira. Segundo Maringoni “A crise exalta a individualidade” e isso ajuda a ascensão do conservadorismo no mundo.

A palestra mostrou alguns pontos diferentes entre os debatedores mas deixou claro que a ascensão do conservadorismo não é um problema apenas do Brasil, mas de toda a América Latina e de todo o mundo.

 

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