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Ato contra a reorganização escolar toma as ruas de São Paulo

Ato contra a reorganização escolar toma as ruas de São Paulo


Pais, professores e milhares de estudantes reuniram-se no Grande Ato em Apoio aos Estudantes Secundaristas nesta quarta-feira, 09, para manifestar contra a reorganização escolar proposta pela Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo, comandada pelo Governador Geraldo Alckmin, no início de outubro.

O plano previa o fechamento de 93 escolas estaduais em 2016, com o intuito de dividi-las por ciclos para, segundo a Secretaria Estadual de Educação, aprimorar o ensino. No total, seriam afetados 311 mil alunos e 74 mil professores. No entanto, a medida não foi discutida com pais, alunos e professores das escolas, resultando em insatisfação geral.

A partir do dia 09 de novembro, os estudantes passaram a ocupar as escolas em protesto à reorganização. Atualmente, cerca de 100 escolas estão ocupadas por alunos. Eles cozinham, limpam, ministram aulas e recebem oficinas e cursos dados por voluntários. Para Júnior, 14, estudante da Escola Estadual Maria Zilda Gamba Natel, o local encontra-se em melhores condições.

“Nós mudamos várias coisas que estavam erradas na nossa escola. Encontramos ratos, baratas e até cobra. Nós estamos fazendo a diferença”.

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Foto: Laura Jabur.

 

Os estudantes também foram às ruas de São Paulo para protestar. As principais vias da cidade foram palco das reivindicações dos alunos e da ação da Polícia Militar (PM), que utilizou de seus artifícios (bombas de gás e cassetetes) para reprimir os manifestantes.

Mesmo com o anúncio da suspensão da proposta, os estudantes continuam ocupando escolas e ruas de São Paulo, pedindo que o governo abandone de vez a medida imposta.

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Foto: Laura Jabur.

 

O percurso da manifestação

A concentração começou no vão livre do MASP, na Avenida Paulista, por volta das 17h. No local, havia mães, pais, professores, estudantes de universidades públicas, particulares, alunos do ensino médio de escolas particulares e, principalmente, estudantes secundaristas da rede estadual. Com instrumentos (tambor, saxofone, pandeiro), folhetos, cartazes e faixas, os manifestantes se preparavam para tomar o centro de São Paulo.

Por volta das 18h, a Avenida Paulista no sentido Consolação foi ocupada e ecoavam os gritos de guerra, “Não tem arrego, você tira minha escola e eu tiro seu sossego”, “Não acabou, tem que acabar, eu quero o fim da Polícia Militar” e “Vem pra rua vem, contra o Geraldo”. Às 19h, a Avenida Paulista, no sentido Paraíso, estava tomada.

A partir das 19h30, os manifestantes ocuparam os dois sentidos da Avenida Nove de Julho, interagindo com moradores dos prédios da via ao longo do trajeto. A frase entoada era “Trabalhador, preste atenção, a nossa luta é pela educação”.

Às 20h30, o ato chegou ao Terminal Bandeira e seguiu para a Secretaria da Educação na Praça da República, onde tumultos entre os manifestantes e a polícia iniciaram-se. A PM utilizou bombas de efeito moral contra os manifestantes e alguns deles espalharam lixo pela praça.

O confronto continuou na Avenida da Consolação no sentido Paulista em torno das 21h30, até que a manifestação se dispersou. Pichações no Cemitério da Consolação foram constatadas e houve registros de depredações no Centro de São Paulo.

Segundo organizadores do ato, cerca de 3,5 mil pessoas se reuniram em apoio aos estudantes secundaristas. Para Kaliny, 16, aluna da Escola Estadual Fernão Dias Paes, “ele [Alckmin] afeta os outros sem pensar”.

A luta dos estudantes é pela educação. As ocupações e manifestações mostram que existe uma juventude corajosa, perseverante e que está disposta a buscar os seus direitos.

Clique AQUI e acesse o álbum completo com as fotos da manifestação.

Por: Laura Jabur e Gabriela Fogaça – Fala!PUC

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