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As manifestações contra a reforma da previdência

As manifestações contra a reforma da previdência

O movimento ocorreu no dia 15 de março, junto com diversos outros nas principais capitais do país.

São Paulo amanheceu com os primeiros atos contra as Reformas da Previdência e Trabalhista, com metrôs e ônibus da capital parando suas atividades. O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que não admitirá greves futuras semelhantes, pois segundo ele “a lei impediu e proibiu a realização da greve”.

Pedro Biava
Pedro Biava

A lei mencionada diz respeito às decisões do TRT (Tribunal Regional do Trabalho), determinando multa caso as frotas de ônibus parassem por completo, e da 13ª Vara da Fazenda Pública, que multaria caso 70% dos ônibus parassem de circular. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) também afirmou que multará o Sindicato do Metroviários, pois segundo a liminar da Justiça do Trabalho, os metrôs deveriam estar em funcionamento completo nos horários de pico, e 70% do funcionamento nos demais horários.

A concentração do movimento teve início às 16 horas no MASP, e logo paralisou a Avenida Paulista e o acesso à Avenida 9 de Julho. Seus organizadores contabilizaram mais de 200 mil manifestantes, em grande parte professores, estudantes e sindicalistas.

O ex-presidente Lula deu um breve discurso, em meio a muitos aplausos dos manifestantes:

“Eu gostaria que o Meirelles estivesse ouvindo, que o Temer estivesse ouvindo, que um dia nós resolvêssemos o problema da Previdência. Ao invés de fazer uma reforma para tirar direitos, gerem emprego, façam a economia rodar”. O ex-presidente concluiu aplaudindo a força dos trabalhadores, que também o aplaudiram.

18/03/2016- São Paulo- SP, Brasil- Ex-presidente Lula, durante ato em defesa da democracia, na avenida Paulista. Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula
18/03/2016- São Paulo- SP, Brasil- Ex-presidente Lula, durante ato em defesa da democracia, na avenida Paulista. Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

O protesto foi pacífico até sua dispersão, quando policiais e manifestantes entraram em choque. Um grupo soltou fogos de artifício perto do prédio da FIESP, e os PMs logo cercaram o local. Na altura da Rua Augusta, houve confronto com direito a gás de pimenta e bombas de borracha. Por volta das 21 horas, a Avenida Paulista foi liberada para a circulação de carros.

O presidente Michel Temer defendeu a Reforma, alegando que esta “não vai tirar o direito de ninguém”. O Palácio do Planalto também alega que os protestos representam “setores minoritários da sociedade”.

Enquanto a manifestação ocorria, o Plenário aprovou um pedido de urgência para a votação do PLS 710/2011, projeto que determina que paralisações de servidores públicos só poderão ocorrer caso o Poder Público se negue a atender as reivindicações, e que também deverão passar por uma assembleia. Após grande discussão, a votação foi adiada para terça-feira (21).

Confira também o que ocorreu na Greve Internacional das Mulheres, uma luta das mulheres por respeito, espaço e direitos e A Poesia de Michel Temer, uma crítica em forma de poesia escrita por Sofia Missiato.

Por: Maitê Abad – Fala! Cásper

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