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As Dificuldades de Deficientes no Transporte Público

As Dificuldades de Deficientes no Transporte Público


Por Heloise Pires – Fala!FIAM FAAM 

São muitas as dificuldades enfrentadas diariamente pelos deficientes físicos em São Paulo, principalmente quando o assunto é Transporte Público. O estado de São Paulo conta como lei que pelo menos 10% dos assentos do Transporte Urbanos seja destinado a pessoas com condições especiais como deficientes físicos, gestantes, idosos e pessoas com crianças de colo, porém esta mesma politica não é respeitada e pouco é feito em relação esta assunto.

Mesmo com o fato de São Paulo ter mais de 2 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, pode-se dizer que muito pouco é feito para esta parte da população. Por isso, resolvi falar e apontar alguns fatos e casos a respeito trama, pois assim como todas estas pessoas merecem foco e destaque para que possam também ser atendidas.

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Apesar de 10 dos 48 assentos são disponibilizados para pessoas portadoras de algum tipo de deficiência, apesar de a maioria dos transportes estarem adaptados para transportar pelo menos um cadeirante, e mesmo atualmente tendo uma lei que permite com que cegos andem nos transportes coletivos com os seus cães guias, todos desta parte da população protestam por mais direitos e respeito, pois muito pouco do que se está em lei é obedecido.

Para embasar o tema podemos primeiramente citar que o número de evasão escolar dos deficientes físicos, devido à dificuldade que encontram para concluir do trajeto Casa/Escola, é cerca de 25% segundo o Censo Escolar de 2015. Mesmo assim, as negligências em relação às politicas públicas seguem altas, pouco é feito a respeito e quem sonha em se formar segue apenas no sonhar.

“Indo para um evento eu me deparo com uma escada que daria até a sala onde esse evento ocorreria. Fui carregada no colo pelos meus colegas, sempre desviando de obstáculos que havia na escada. Chegando no evento eu pedi para fazer uma fala e perguntei para os participantes e aos organizadores: ” Se esse evento fosse marcado em um local que proibisse a entrada de Mulheres vocês viriam a esse evento? – como esperado me responderam não – e se proibisse a entrada de LGBTs ou de Negras e Negros vocês viriam? – novamente como de esperado todas e todos responderam não, então continuei – então porque para a pessoa com deficiência, que foi proibida de entrar pela falta de acessibilidade, sempre temos que dar um jeitinho? Acho que essa situação define como tratamos as pessoas com deficiência atualmente, não queremos ser carregados, não queremos entrar pelos fundos, por exemplo; queremos a possibilidade igual de acesso, inclusão e permanência a todos os locais.” Afirma a estudante e integrante da UEE (União dos estudantes) Vicktória.

Outra situação é a falta de preparo da sociedade e dos profissionais dos transportes, pois poucas pessoas dão o lugar para uma pessoa com deficiência e muitos motoristas e cobradores não sabem manusear os elevadores utilizados pelos cadeirantes. Poucos funcionários conhecem a lei que permite que o cão guia do deficiente possa acompanhá-lo no coletivo urbano, negando a entrada do animal ou muitas vezes ignorando o sinal de algum deficiente nas paradas de ônibus.

Diante desses parâmetros, podemos dizer que não é somente a Cidade de São Paulo que apresenta uma falta de infraestrutura para facilitar a vida do portador de deficiência, e sim a sociedade em geral, já que falta o respeito e a compreensão de todos em relação a situação. Este tipo de negligencia não pode continuar, pois os portadores de deficiência são pessoas comuns que produzem, trabalham e vivem como todas as outras. O limite quem impõe somos nós.

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