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A luta diária dos artistas independentes nos metrôs de São Paulo

A luta diária dos artistas independentes nos metrôs de São Paulo

“Quanto você ganha para irritar os outros?” perguntou um rapaz. Ao mesmo tempo uma criança de aproximadamente 5 anos foi até o artista e, sorrindo, depositou algumas moedas em seu coador (o recipiente em que o compositor guarda seus lucros diários).

O cantor trata as contradições do ocorrido com uma leveza de se admirar, como se tivesse presenciado somente a cena do menininho que o presenteou com uns trocados simbólicos e um sorriso muito contundente. Em seguida, com um grande sorriso no rosto, Tim inicia uma nova canção.

Cantando sempre em parceria com seu violão e seu amplificador, Tim Max está desde 2010 na missão de levar um pouco mais de alegria para as pessoas durante a correia que já faz parte do DNA da capital paulista. Ele iniciou essa caminhada tocando em frente ao Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, contudo, após sentir que o movimento havia caído, o cantor e compositor decidiu levar a sua arte para o metrô de São Paulo.

Se a selva de pedra endurece o peito das pessoas que nela residem, as músicas cantadas pelo artista tratam de amolecer um pouco o coração dos passageiros que as escutam. É com a música “Sandália de prata”, de João Gilberto, que Tim começa sua tarde de shows.

Inicialmente são poucas as pessoas que se atrevem a soltar a voz para cantar junto com ele. Porém, se não é possível escutar a voz delas, é possível perceber suas expressões sendo tomadas por uma leveza trazida pela melodia da canção interpretada por Tim.

Em média ele toca as pessoas cantando três músicas por vagão. Fã de bossa nova, este é o estilo que predomina no repertório de Tim, que além de cantor pode também ser considerado um atleta, dado que a cada show encerrado ele rapidamente se move para outra porta e novamente inicia suas cantorias.

Às vezes todo o esforço para sair de um vagão e logo entrar em outro não dá resultado, e são nesses momentos que o artista fala um pouco sobre algumas particularidades do seu estilo, como o fato de gostar de criar sempre coisas novas e fazer seu próprio arranjo das músicas.

Com o passar dos vagões, pode-se perceber que a plateia vai se soltando. Alguns já começam a cantarolar baixinho, outros vão batucando com os dedos na perna, mas tudo ainda muito sutil. Com o passar das estações é possível também ver que mais pessoas estão contribuindo financeiramente para o show, algo muito importante, até porque os artistas precisam também sobreviver.

Tratando essa questão, Tim diz que trabalha numa agência de turismo, e que durante a semana trabalha até o fim da tarde, para só depois ir vender sua arte no transporte público, o que não deixa de ser um trabalho. Porém, sempre entre uma música e outra o cantor faz questão de falar aos passageiros que tem muito prazer de estar fazendo aquilo. Aos finais de semana, normalmente no sábado, ele toca das 12 horas até as 15, período que ele entende ter maior fluxo de pessoas nas estações.

Após terminar mais um show reclama das músicas que há pouco tempo começaram a ser tocadas pelo sistema de som do metrô. Segundo ele, elas são tocadas para atrapalhar mesmo quem quer expor sua arte de maneira independente dentro dos vagões. Mas, quem anda de metrô diariamente por São Paulo percebe que essa tentativa não vem dando resultado, e ainda bem!

Ainda dentro dessa questão da aceitação dos artistas de metrô, há o ponto dos próprios passageiros, aqueles que não se enxergam como plateia, mas somente como passageiros. Muitos desses não valorizam a arte desenvolvida e apresentada por esses artistas, ou simplesmente preferem escutar o que vem de seus fones de ouvido do que a voz de quem canta ao-vivo para eles.

Uma das espectadoras destaca que aqui no Brasil ainda valorizamos pouco os artistas de metrô, e que no exterior isso é normal. Ela, que se empolgou bastante quando Tim tocou “O Barquinho”, música muito famosa composta por Roberto Menescal, completou dizendo que o fato de não incentivarem tanto, aqui no Brasil, os cantores e artistas de metrô em geral não faz muito sentido, uma vez que tem muita gente com muito talento por aqui.

Mas, em contrapartida, tem muito passageiro que gosta de ser visto também como plateia, como espectador do show apresentado por Tim e seus colegas artistas que expõem a sua arte pelos vagões da terra da garoa. Além da passageira citada anteriormente, muitas outras pessoas já se deixaram levar pela leveza das canções interpretadas por Tim, e com isso é cada vez mais fácil ver o sorriso estampado no rosto das pessoas depois de as melodias da bossa nova entrarem em seus ouvidos e tocarem os seus corações.

Uma dessas pessoas que vai curtindo o show de Tim Max, além de cantar junto com o artista, também registra o show com seu smartphone, para possivelmente postar em suas redes sociais. Ela ressalta que a arte de metrô é interessante, que às vezes você não está fazendo nada e, quando entra alguém tocando, você tem algo diferente para alegrar a viagem. Após o fim das cantorias de Tim, ela dá a ele um trocado para incentivá-lo ainda mais a seguir tocando nos vagões.

Entre uma apresentação e outra, Tim Max revela como é satisfatório quando ele entra no vagão e os passageiros cantam uma música junto com ele, e ao final aplaudem e exibem sorrisos em seus rostos, sempre com muita sinceridade. O artista revela que uma vez estava tocando “Como é grande o meu amor por você” e quando terminou de cantar, uma senhora, depois de dar a ele uns 10 reais, começou a chorar. Tim diz que chorou também, e afirma que quando toca no metrô sente uma troca de energia muito louca intensa com as pessoas.

Seguindo viagem, depois de perder mais um vagão, ou melhor, mais um palco para a sua apresentação, Tim inicia um novo show. A música da vez é “Diz que fui por aí”, de Zé Keti, música inclusive que fala bastante sobre Tim e a sua trajetória ao lado de seu violão.

“Se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí, levando o meu violão debaixo do braço”. Finalizada mais uma apresentação, entra em cena a versão atleta de Tim, que corre para conseguir chegar na hora para o seu próximo show, mas, mesmo conseguindo ser pontual, ele desta vez não entra no palco, mas por causa de um um fator diferente.

No momento em que ia entrar no vagão, ele vê um grupo de rappers se apresentando. Eles vão andando por toda a extensão do vagão, por eles também conhecido como palco, e interagem com a plateia ao rimarem em cima de uma batida, fazendo freestyle. Em sinal de respeito, e para não atrapalhar o show de seus colegas, o artista decide esperar o próximo metrô passar para iniciar uma nova apresentação.

Tim começa o próximo show com com uma linda composição de Tom Jobim em parceria com Vinicius de Moraes, a música “Chega de saudade”. “Vai minha tristeza, e diz a ela, que sem ela não pode ser. Diz-lhe numa prece, que ela regress…”

No instante em que o cantor iria completar a primeira estrofe da canção, a bateria de seu mini amplificador acaba. Os espectadores parecem não entender muito o que aconteceu, mas rapidamente Tim explica. Mais rápida ainda foi a troca da bateria que se esgotara por uma nova, para que assim ele pudesse continuar seu show.

Entre todas as canções do repertório do cantor e compositor, a que mais o conecta com a plateia é, sem sombra de dúvida, “Mas que nada”, de Jorge Ben Jor. O ritmo dessa música parece envolver quase todos os passageiros dos vagões por onde Tim a toca, sejam crianças, adolescentes ou adultos.

Em um dos shows é possível até ver duas pessoas sambando com o metrô em movimento, como se tivessem numa plena sintonia entre o balanço do trem e o balanço melódico que Tim dá à canção.

O artista já dava sinais de quem estava perto de encerrar mais um dia de shows dentro dos vagões de São Paulo. Enquanto ele recebia seus últimos aplausos e suas últimas moedas do dia, um passageiro que cantava Jorge Ben junto com suas duas filhas destaca a importância da arte nos metrôs para a divulgação de novas formas de cultura, e que as apresentações também são uma forma de educar as pessoas a ouvirem o que os outros têm a dizer.

São duas horas da tarde e o barulho das moedas sendo recolhidas do coador de Tim, assim como seus movimentos para guardar seu violão e seu amplificador, seus dois fiéis escudeiros, indicam que encerrava-se ali mais uma tarde de show.

Entre muitos aplausos, sorrisos, cumprimentos, o fechamento das portas do metrô Penha indica um até logo do artista para os palcos, que são os vagões, para sua plateia, seus passageiros, e deixa a lição de que nem sempre a sua maior recompensa vem em forma de dinheiro.

E as mesmas portas que se fecharam para Tim ao final de seu dia de shows quase que não abriram para outros dois artistas. Enquanto ainda carregavam a bateria da caixinha de som que os auxilia durante as apresentações, João e Fábio são abordados por dois seguranças, que pedem para eles saírem daquele lugar e dar uma circulada por outras estações.

Contudo, o faltava pouco para que o instrumento estivesse devidamente pronto para o início dos shows, e então a dupla decide esperar mais um pouco ali. Alguns minutos depois, um dos seguranças volta até onde estavam os artistas e pede pela última vez que eles saiam dali, uma vez que o colega de trabalho dele queria expulsá-los do metrô, antes mesmo de a dupla iniciar os trabalhos pelos vagões de São Paulo. E dessa vez, com a caixinha já carregada, eles decidem iniciar o dia de apresentações.

Já a postos no primeiro palco do dia, como uma mágica Fábio abre seu porta violino, João “saca” a sua flauta, a caixinha de som é ligada e inicia-se o show. A energia logo de início é muito boa, e após a primeira das duas músicas que a dupla toca muitos aplausos podem ser ouvidos, mas mais do que isso, podem ser sentidos por João e Fábio.

Outra atitude dos passageiros que se faz muito presente desde o início são os elogios e os agradecimentos. Um ótimo combustível para eles tocarem a próxima canção e continuarem o dia de shows.

Ao longo do tempo o número de espectadores dos shows continua na mesma média, assim como os cumprimentos e os elogios que partem deles e chegam até os artistas. A cada apresentação que se passa parece que a dupla está mais entrosada com seus respectivos instrumentos.

João consegue se conectar cada vez mais com a sua flauta, e Fábio aparenta sentir cada vez mais a energia que sai do seu violino. Com isso, a harmonia dos sons dos instrumentos, conectada à música tocada pela caixinha, leva para a plateia todo o sentimento presente nas canções interpretadas pela dupla.

Depois de alguns shows, a dupla decide esperar um pouco até iniciar a próxima apresentação, e essa pausa ocorre num lugar que é uma espécie de ponto de encontro dos artistas que se apresentam nas linhas azul e verde do metrô. Sé,  espaço do primeiro vagão na plataforma da linha azul, no metrô que vai sentido Jabaquara.

Aquele lugar é como um backstage dos artistas de metrô, onde acontecem as conversas sobre como está a plateia para os shows, tanto no que diz respeito à quantidade como no que refere-se à remuneração recebida, e também sobre quais são as estações em que os seguranças estão concentrados no tal dia.

Após alguns poucos minutos de pausa e de algumas conversas, João e Fábio reiniciam as apresentações, mas parece que nesse tempo em que ficaram parados o público do metrô mudou um pouco. As músicas já não eram mais correspondidas com tantos aplausos, e as pessoas não aparentavam estar tão interessadas em escutar algo ao vivo durante a viagem.

Mas nada que desanimasse a dupla. Eles continuavam tocando como se ao final de cada canção a onda de sorrisos e palmas fosse voltar a retribuir o som que eles entregavam aos passageiros.

Mas além da questão do desânimo que parecia ter tomado conta dos passageiros, outro empecilho que passou a acompanhar os artistas foram as músicas tocadas pelo sistema de som do metrô. A partir de certo momento, quase todos os vagões que eles entravam estavam tocando alguma música, o que fazia existir uma competição entre o som dos instrumentos da dupla e o som que saía dos alto falantes do metrô. E essa competição foi vencida pela arte independente!  

A cada apresentação que se passava os artistas estavam mais dentro do ritmo das músicas por eles interpretadas, e assim, sentindo o esforço deles frente às caixas de som dos vagões, a plateia aos poucos voltava a distribuir as energias positivas necessárias para que eles seguissem tocando.

Durante um dos shows, uma espectadora comenta que João e Fábio são os artistas que mais se destacaram entre todas as apresentações que ela já assistiu, uma vez que eles destoam do perfil que predomina entre quem se apresenta nos vagões, o perfil que contém uma pessoa tocando violão e outra cantando. E ela não é a única que está gostando do show. Muitos outros passageiros do mesmo vagão filmam a apresentação da dupla de amigos, ao mesmo tempo em que comentam algo positivo com a pessoas que está sentada ao lado.

Em um raro intervalo entre as apresentações, Fábio, um dos integrantes da dupla, explica que eles adaptam o repertório de acordo com a linha do metrô em que tocam e que, como normalmente se apresentam na linha azul, optam por músicas internacionais, dado que vêem o público dessa região mais ligado a este tipo de canção.

Mas o quesito internacional não restringe-se às músicas tocadas pela dupla. O flautista João conta que está tocando no metrô para juntar dinheiro e ir para Portugal estudar flauta. E, enquanto não junta o valor necessário para ir morar com seu irmão no país europeu, ele faz aulas particulares de flauta para ir se acostumando com as técnicas utilizadas para tocar esse instrumento.

Dando sequência ao dia de shows, o próximo palco em que a dupla se apresentou tinha um bom público, uma plateia que não deixou uma cadeira sequer vazia para acompanhar a apresentação. O flautista e o violinista seguiam o roteiro de músicas, e as pessoas curtiam bastante o som que era pra elas apresentado. Porém, um casal gostou tanto do show, que a euforia deles passou a atrapalhar os artistas. Ao mesmo tempo que comentaram um com o outro que adoraram as músicas, começaram a conversar em voz alta sobre as canções que já escutaram dentro do metrô, e tudo isso ao lado de Fábio.

Logo que saíram desse vagão, o violinista fala com João sobre o que aconteceu, e depois diz que muitas pessoas não respeitam os artistas de metrô, que por aqui (no Brasil) eles ainda são vistos como pessoas que tocam lá apenas por hobby. Ele ainda afirma que nós brasileiros reclamamos muito da educação, mas esquecemos que a educação e as mudanças que queremos acontecem primeiro dentro das próprias pessoas.

Na última apresentação do dia, um show muito parecido com o primeiro, com muitas pessoas sorridentes e transmitindo de volta para os artistas toda a energia positiva que as canções deles levam consigo. Enquanto eles já tocavam a segunda música do show, e também a última, uma senhora comenta algo baixinho com uma amiga que a acompanhava na plateia.

A princípio não é possível perceber o que ela falou, mas logo em seguida  comenta em voz um pouco mais alta que a dupla é muito talentosa, e que ainda não tinha visto nada igual dentro do metrô de São Paulo. Quando terminado o show, as duas amigas, assim como a maioria dos passageiros do vagão, aplaudem muito João e Fábio, e lhes desejam boa sorte durante a caminhada nas linhas subterrâneas paulistas.

Entre muitas palmas e agradecimentos, a dupla retorna ao backstage dos artistas de metrô e começa a guardar os seus instrumentos ao lado de um cantor que também estava encerrando seu dia de apresentações. Estava finalizada mais uma jornada de João e Fábio, uma jornada finalizada com êxito, principalmente depois de  vencerem as barreiras impostas por um certo momento de desânimo do público, pelas músicas tocadas pelo sistema de som dos vagões, e pelos seguranças que quase não permitiram que a dupla fizesse suas apresentações. Venceu a música, venceu a arte independente!

Mas infelizmente a sorte que acompanhou João e Fábio durante esse dia de apresentações não esteve ao lado de outros dois artistas que também se apresentam no metrô de São Paulo. Toni e Mayara decidiram não ficar casa num dia chuvoso na terra da garoa, mas o céu cinza por si só parecia indicar um dia difícil para os dois artistas.

Enquanto preparavam os últimos detalhes para a primeira apresentação do dia, Toni comenta com Mayara que hoje a sua voz não está das melhores, e que por isso a jornada deles terá de ser mais curta do que o normal. Então, eles embarcam no vagão onde acontece o primeiro show.

A plateia aparenta estar na mesma sintonia da temperatura fria daquela tarde na capital paulista, e os artistas assumem a responsabilidade de tentar melhorar o humor dos passageiros.

No primeiro show eles até conseguem tirar alguns sorrisos e algumas cantigas discretas das pessoas que se encontram no vagão e, ao final da primeira música, muitas delas aplaudem a dupla. Quando acabam a segunda canção, mais palmas podem ser ouvidas dentro do metrô, o que dá um pouco de esperança para Toni e Mayara continuarem tentando trazer um pouco mais de leveza para as pessoas naquele dia.

Enquanto esperavam o próximo vagão para apresentarem-se, encontram-se com um cantor que também se apresenta no metrô, e ele comenta que o dia não está bom para os artistas no geral, dado que poucas pessoas decidiram sair de casa, e que as que saíram não estão no “clima” dos shows ao vivo. Quando chega o próximo metrô, a dupla despede-se dele e busca transmitir as suas energias em outro vagão.

A plateia desse show está mais desanimada do que a primeira, apesar de mais pessoas contribuírem financeiramente com os artistas. Combinado antes, eles trocam uma das músicas que foram tocadas na apresentação anterior por outra mais animada, mas mesmo assim os passageiros não correspondem à vontade deles de esquentar um pouco seus corações naquele dia frio da capital paulista.

Finalizado o segundo show, poucos aplausos saúdam Toni e Mayara e, enquanto encerravam a apresentação, eles avistam um segurança parado na plataforma da estação. Era o fim do dia para eles depois de apenas dois shows, depois de apenas duas tentativas de melhorar um pouco a viagem de algumas pessoas.

O segurança os “convida” a se retirar do metrô, e a dupla pede que apenas contem os trocados recebidos durante as duas apresentações, para então seguirem o caminho de suas respectivas casas. Enquanto fazem a contagem do valor que está contido no chapéu, Toni comenta que eles tocam no metrô há mais ou menos um ano, e que eles não são uma dupla fixa, mas sim que também se juntam com outros artistas de metrô para apresentarem-se.

Ele ainda conta uma curiosidade antes de ir embora: era segurança de metrô antes de começar a tocar pelas estações!

Essa contradição junta-se a outra que pôde ser percebida durante todas as apresentações dos artistas, seja de Tim, de João e Fábio, ou de Toni e Mayara.  

Contradição que coloca frente a frente os artistas que buscam expor o seu trabalho de maneira independente, com a intenção de ter um ganho a mais no fim do mês e também de levar um pouco mais de alegria para quem anda de metrô, e um “sistema de metrô” composto por seguranças e músicas que tentam a todo momento atrapalhar as apresentações dos artistas.

A contradição entre o cansaço de uma viagem acompanhado da alegria levada por uma música, e o cansaço solitário abastecido por expressões fechadas dos passageiros.

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João Guilherme de Lima Melo – Fala! PUC

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