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ARTE DA RUA PERSISTE, INSISTE E RESISTE 

Por Alicia Gouveia, Julia Cosceli, Rodrigo Barros e Sophia Lopes – Fala! Cásper
Fotos por Julia Cosceli

 

Arte: o conceito que surgiu a fim de manifestar os sentimentos humanos, ou até mesmo provocá-los, hoje é um dos assuntos mais discutidos e problematizados da nossa sociedade. Atualmente, a arte se viu em uma forte relação com os cenários políticos, sendo notada, por exemplo, na polêmica envolvendo a exposição do homem nu, no Museu de Arte Moderna (MAM), em São Paulo, e nos pixos e grafites apagados pela gestão Dória, também na capital paulista.

Um dos maiores debates no início do mandato do prefeito de São Paulo, João Dória, foi acerca de sua proposta de apagar os famosos grafites e artes da Av. 23 de Maio, trecho que liga as principais zonas de São Paulo. A avenida era um centro da arte de rua – por toda sua extensão era possível ver cores, traços e desenhos diferentes, formando a maior obra de grafite da América Latina com mais de cinco quilômetros de paredes grafitadas. Entretanto, o que para alguns era visto como arte, para outros era apenas sujeira e vandalismo.

Hoje, após passar pela reforma inclusa no projeto “SP Cidade Limpa” de Dória, que visa combater a poluição visual, os grafites e cores foram substituídos por muros cinzas, que meses depois, deram origem aos atuais muros verdes. Os rabiscos foram embora, apenas oito obras foram mantidas, mas os questionamentos sobre o que é arte continuaram na cabeça da sociedade, afinal a questão da arte de rua sempre foi uma vertente polêmica. Quantas vezes você já ouviu que “pixo é coisa de vagabundo”, “o grafite só deixa a cidade mais suja” “afinal, qual é a diferença entre pixo e grafite?”

Fotos por Rodrigo Barros

 “AFINAL, QUAL É A DIFERENÇA ENTRE PIXO E GRAFITE?”

         Ambas são pinturas feitas com tinta spray ou de latas. Ambas são manifestações artísticas nascidas no século XX dentro de um contexto urbano. Contudo, um é mais aceito que o outro.

      A principal diferença é que a pichação vem da escrita, enquanto o grafite está diretamente relacionado à imagem. A distinção entre as duas práticas acontece, principalmente, no Brasil. Em outros países, como os Estados Unidos e Colômbia, os dois recebem o mesmo nome: grafite, relacionado a qualquer transcrição feita na arquitetura urbana.

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