Anvisa rejeita vacina russa contra a Covid-19, Sputnik V
Menu & Busca
Anvisa rejeita vacina russa contra a Covid-19, Sputnik V

Anvisa rejeita vacina russa contra a Covid-19, Sputnik V

Home > Lifestyle > Saúde > Anvisa rejeita vacina russa contra a Covid-19, Sputnik V

Para parte da população, a vacina russa Sputnik V representava mais um símbolo de esperança, era assim também para outros 14 governadores que tinham emitido pedido de importação emergencial de quase 30 milhões de doses da vacina. Mas essa esperança foi por água abaixo.

vacina
Sputnik V é barrada no Brasil. | Foto: Dado Ruvic/Reuters.

Anvisa rejeita vacina russa contra a Covid-19

O pedido, analisado na última segunda-feira de abril (26/04), foi negado por unanimidade pela Diretoria Colegiada (Dicol) da Anvisa. A agência identificou falhas no desenvolvimento da vacina nas três fases de estudo clínicos, atestou ausência e insuficiência de dados de controle de qualidade, segurança e eficácia. Além disso, foram detectados estudos de caracterização inadequados, relacionados com a análise de impurezas e de vírus contaminantes durante o processo de fabricação, a vacina também apresenta ausência de validação/qualificação de métodos de controle de qualidade.

Uma das informações mais preocupantes para a recusa da vacina russa é que as células onde o adenovírus são produzidas para desenvolver a vacina permitem replicação. Esse fato pode causar infecções em humanos, podendo ocasionar sérias sequelas e óbitos, especialmente em pessoas de baixa imunidade e problemas respiratórios.

Em análise, a Gerência-Geral de Monitoramento (GGMON) de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária reforçou a preocupação para a questão do desconhecimento dos efeitos que podem ser causados a médio e longo prazos decorrentes do uso da vacina.

Meiruze Freitas, diretora da 2ª Diretoria da Anvisa, relembra que as vacinas contra o novo coronavírus são produzidas para salvar vidas e por isso existe toda a exigência de dados coerentes. “Espero que, de fato, o processo da vacina Sputnik V adeque as suas informações e resolva rapidamente as questões de conformidade, porque milhões de pessoas precisam ter acesso a vacinas seguras e eficazes”, finalizou.

Já Antônio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa, negou qualquer relação política para a não liberação da vacina, afirmando que o trabalho foi fundamentado em informações recebidas, pesquisas realizadas e viagens feitas. Também ressalta que a decisão não é definitiva e que a empresa russa pode enviar dados complementares a qualquer momento.

____________________________
Por Letícia Gusman – Fala! Centro Universitário Belas Artes de São Paulo

Tags mais acessadas