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Aladdin transformou Jasmine na melhor princesa da Disney

Aladdin transformou Jasmine na melhor princesa da Disney

O live action de Aladdin atualizou a versão original  da animação e expandiu a versão original da Jasmine, tornando-a  a melhor princesa da Disney. A Disney abraçou a ideia de revistar os seus clássicos e adaptá-los a live actions mais contemporâneos, promovendo uma experiência completamente nova dentro de um roteiro já conhecido.

Muitos, como Cinderela, A Bela e a Fera, Mogli: O Menino Lobo e Aladdin são todos direções adaptadas das animações baseadas em histórias e lendas. E por mais que os live actions sejam adaptações, a Disney sempre busca adequá-los e, se necessário, realizar alguns concertos, para que eles se tornem mais atuais.

No caso de Aladdin, o remake muda alguns aspectos racistas do filme original, e colocou pessoas negras nos papéis principais de Aladdin (Mena Massoud), Jasmine (Naomi Scott) e Gênio (Will Smith), assim como nos coadjuvantes.

No entanto, a maior mudança de Aladdin foi com Jasmine. Por mais que ela seja uma princesa da Disney na animação original, sua história agora também é sobre empoderamento e protagonismo como heroína.

Como resultado, com o live action de Aladdin, Jasmine se tornou a melhor princesa da Disney.

A Jasmine do Aladdin original já era muito progressista

jasmine princesa disney
Jasmine na animação

Nos últimos anos, a Disney fez grandes mudanças na forma como as princesas se portavam. Começando por A Princesa e o Sapo em 2009, tendo Tiana como uma princesa bem mais independente que suas precedentes.

Em seguida, Frozen subverteu uma narrativa de amor verdadeiro presente em todos os filmes de princesa até então. Então, veio Moana, que não tinha nenhum interesse amoroso, mas mesmo assim integrou a trupe das princesas imediatamente.

Por mais que a era atual realmente conte com princesas autônomas e independentes, a Disney vem preparando a audiência para a chegada delas desde os anos 80 e 90, durante a era da Renascença da Disney.  

Essa era inclui Bela de A Bela e a Fera, Ariel de A Pequena Sereia, Megara de Hércules e Mulan. Jasmine também faz parte do grupo de princesas que abriram o progressismo.

Na animação de 1992, ela já era a mais diferente de todas as princesas da Disney por fugir do padrão eurocêntrico vigente. Isso acabou dando à Disney mais liberdade para desenvolver a personagem em uma direção atípica em relação aos outros filmes.

Ela se rebela contra o pai, o Sultão, e contra a lei que a forçaria a casar. Em uma escala mais larga, ela se rebela contra a instituição do casamento. Apesar de que muitas princesas da Renascença da Disney possam ter se rebelado contra convenções da época, a revolta de Jasmine é muito maior que as outras (com exceção de Mulan).

Então a produção do live action de Aladdin trabalhou a partir de uma fonte que tinha uma personagem feminina incrivelmente bem desenvolvida. Mas o remake fez adaptações e mudanças efetivas para expandir a princesa e tornar Jasmine ainda melhor.

A Jasmine interpretada por Naomi Scott do Aladdin 2019 é mais forte

Jasmine e aladdin no live action
Jasmine e aladdin no live action

Para expandir o papel de Jasmine em Aladdin, a personagem se tornou mais integral à história, ganhando um objetivo principal: se tornar Sultana virou a maior motivação da princesa. No original, ela era motivada pela ideia de se casar por amor verdadeiro.

Certamente, a Jasmine de Naomi Scott ainda tem os valores do amor acima da ideia de casamento por aliança política, como é evidenciado na relação dela com Príncipe Ali/Aladdin, mas acima disso está o amor dela pelo povo.

Ao invés de ser levada por uma motivação egoísta (apesar de compreensível para a época que foi lançado o filme original), ela é levada pelo amor que sente pelo povo o seu reino. E o próprio Aladdin deixa claro que ela é capaz de ter tanto sucesso quanto sonha em ter.

Na maior parte dos live actions da Disney, eles tentaram “consertar” as personagens femininas ao dar a elas aspirações mais modernas. No entanto, essas modificações precisaram ser bem pensadas e desenvolvidas.

É importante valorizar a lógica dessas mudanças, pois, caso elas não fossem logisticamente raciocinadas, o desejo de Jasmine de se tornar Sultana e seus conhecimentos políticos de Agrabah não seriam uma extensão da versão original dela.

A forma como as coisas foram colocadas fizeram perfeito sentido: Jasmine queria governar Agrabah por acreditar que conhecia seu reino melhor do que algum príncipe estrangeiro, de forma que esse desejo fosse uma forma de expandir e desenvolver o papel da princesa e agradar a audiência moderna ao mesmo tempo.

Além disso, como Jasmine está posicionada como o maior obstáculo político para o plano maligno de Jafar de dominar Agrabah, de forma que a princesa se torne mais necessária para o desenrolar da história de Aladdin.

Ninguém me Cala tornou a trilha sonora de Aladdin perfeita

Jasmine de Naomi Scott

Jasmine tem um papel importante no clímax causado por Jafar, ao acreditar na história de Aladdin sobre o vilão ter tentado matá-lo. O discurso de Jasmine realmente tira o poder de Jafar como Sultão.

O grande momento da princesa também contou com a adição de uma música solo na trilha sonora, feita especificamente para ela. No filme original, Jasmine só canta o dueto Um Mundo Ideal com Aladdin.

Ninguém Me Cala é uma adição ao live action que deu a Jasmine seu próprio número musical, que ajudou a desenvolver a personagem, mostrando sua luta desde perceber que se sentia calada até aprender a usar sua voz para fazer grandes mudanças para o bem.

Jasmine tem o que merece com o novo final de Aladdin

Jasmine Live Action
Jasmine Live Action

A versão original do filme finaliza com Jasmine e Aladdin podendo se casar porque o pai dela aboliu a lei que obrigava a princesa a casar com um príncipe.

Mesmo que a Jasmine de 1992 tenha alcançado seus objetivos, ela só consegue isso porque seu pai mudou a lei. A nova Jasmine conquista as coisas por conta própria, convence o pai de que ela deveria ser Sultana e ganha autonomia para mudar a lei, governar Agrabah e viver seu amor com Aladdin.

A conclusão faz sentido para Jasmine e para Aladdin, com Jamine como Sultana e Aladdin como seu marido. Até porque, ela é quem foi ensinada sobre as relações políticas de Agrabah com outros reinos da região. Por mais que Aladdin conheça bem Agrabah, ela é muito mais qualificada para o cargo.

Todas essas mudanças na história de Jasmine e a expansão do papel dela foram efetivas para o desenvolvimento da personagem. Ela foi desconstruída para se tornar uma personagem sólida e se transformando em uma heroína moderna.

Jasmine sempre teve um grande potencial como personagem da Disney, mas o remake de Aladdin a transformou na melhor princesa.

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