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Acessibilidade nas Universidades

Anita Hero, Arlinda Fernandes e Beatriz Favaro – Fala!Anhembi


Acessibilidade nas Universidades

Entrar em uma universidade não é um processo fácil, e para os portadores de deficiência a situação só complica. No Brasil, cerca de 1,3% da população possui algum tipo de limitação física, e seus direitos básicos de ir e vir estão garantidos, pelo menos teoricamente, por lei. Criada no ano de 2000, a legislação auxilia as universidades a se adaptarem melhor aos alunos deficientes.

Segundo o Ministério da Saúde, o termo acessibilidade significa incluir a pessoa com deficiência na participação de atividades como uso de serviços e informações. Mas essa ainda é uma realidade distante tendo em vista a precariedade das universidades em atender às demandas dessa inclusão, com uma efetivação que, na prática, deixa a desejar.

A inserção de pessoas com deficiência em instituições de ensino superior é repleta de desafios. Além da questão acadêmica, a pessoa com deficiência ainda deve se preocupar com a estrutura das universidades, limitando a escolha por uma universidade que se apresente minimamente acessível. Entrevistamos a universitária Vitorya Pozzatti Nascimento, estudante da Universidade Anhembi Morumbi,  que possui dificuldades de mobilidade, para contar um pouco de sua experiência.

Vitorya Pozzatti Nascimento

“No meu caso, eu tenho uma boa condição financeira, o que me possibilita a oportunidade de escolher uma universidade que seja boa na parte acadêmica e também em sua estrutura, com a presença de elevadores e rampas, o que é muito difícil, pois a maioria das universidades não estão preparadas para lidar com deficientes.”

As instituições possuem a obrigação de implantar adaptações no ambiente que garantam a acessibilidade dentro da universidade, e o direito de ir e vir com autonomia.

“Não sou eu que tenho que me adaptar, e sim a própria instituição.”

A acessibilidade está em processo de desenvolvimento, mas existem mudanças que já são aplicadas com vigor e que ampliam as oportunidades, como ocorre no processo seletivo.

“Eu pensei que teria complicações logo no princípio com o vestibular, mas não foi o caso, já que recebi a atenção que precisava, e ainda tive tempo extra para fazer a prova.”

Há um decreto na legislação estabelecendo que as instituições de ensino superior devem oferecer adaptações e apoios necessários para a realização das provas para as pessoas com necessidades especiais, contando inclusive com tempo adicional para os exames, baseado nas características da deficiência, e desde que as solicitações tenham sido previamente feitas pelo candidato.

Algumas universidades realmente possuem mecanismos que auxiliam os deficientes, mas quando a estrutura deixa de ser um problema, surge outro.

“Falta empatia social por parte dos próprios estudantes que não possuem deficiência alguma, pois se aproveitam dos meios que estão ali para nos ajudar, como elevadores e vagas de estacionamento, dificultando ainda mais a situação.”

É comum, no Brasil, o desrespeito e a desconsideração pelo próximo, e é pior ainda quando se trata de uma minoria que não possui muita visibilidade, reforçando a necessidade de conscientização da sociedade. É muito importante que tenham voz e se sintam representados, dentro e fora das universidades.

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