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Acabou a faculdade. E agora, o que fazer?

Acabou a faculdade. E agora, o que fazer?

Acho que esse é um dos maiores dilemas enfrentados por jovens universitários que estão se formando. Eu, por exemplo, sinto-me a pessoa mais confusa do universo, mas sei que não estou sozinha.

A indecisão está presente em nossas vidas muito antes dos quatro anos de uma graduação. Ao acabar o ensino médio, a maioria dos jovens que ainda não sabem ao certo que carreira seguir sentem-se perdidos ao ter que escolher um curso. Cerca de 43% dos jovens entrevistados num projeto da Ação Educadora disseram que, ao ingressar no ensino médio, este os prepararia para o mercado de trabalho, o que não acontece.

Nós nunca podemos escolher. Quando pequenos, nossos pais decidem quais roupas iremos vestir e qual comida devemos comer. Na adolescência, todo comportamento original é considerado rebeldia e ‘apenas uma fase’. Eles acreditam saber o que é melhor para nós e claro, tentam nos proteger do mundo, esquecendo, às vezes, que precisamos criar anticorpos para combater o que não gostamos nele. Na escola, obedecemos aos professores. Aprendemos os conteúdos que são determinados por outros e não que tenhamos escolhido. Vem a época do vestibular e, com isso, a responsabilidade de escolher uma área que teremos que seguir “a vida toda”. No jornalismo, vendem a assessoria de imprensa como a melhor carreira por ser bem remunerada. Na Letras, você aparentemente só pode ser professor, mesmo sendo capaz de exercer diversas outras atividades. Moldam-nos para o que o mercado precisa, deixando-nos, novamente, sem a opção da escolha. Use o que tem.

Quais são as minhas opções? O que fazer? Não somos criados para sermos autônomos. E quando é chegada a hora de decidir, de unir o que você gosta com o que você quer, o que escolher? Eu nunca precisei escolher sozinha. Minhas escolhas eram todas erradas, fases, rebeldia. Seria a próxima diferente? Não tenho medo do fracasso, afinal, ele é um modo de saber com o que eu não teria sucesso. É bom descobrir cedo o que não seria ideal para mim. Eu tenho medo de não saber escolher, de não conseguir escolher, apenas porque eu nunca fui incentivada para isso. Eu sempre escolhia os sabores de sorvete que não havia experimentado ainda apenas para ter mais um na briga pelo topo da lista de favoritos.

Ainda bem que, durante a vida, nossas pequenas rebeldias servem para uma apropriação de nós mesmos. A dúvida seria bem maior se eu sempre tivesse obedecido cegamente.

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Por: Izabela Souza – Fala!M.A.C.K

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