Abin: a Agência produziu relatórios que defendessem Flávio Bolsonaro
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Abin: a Agência produziu relatórios que defendessem Flávio Bolsonaro

Abin: a Agência produziu relatórios que defendessem Flávio Bolsonaro

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Hoje, sexta-feira (11), foi divulgado, em uma reportagem realizada pela revista Época, relatórios que comprovam que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) orientou a defesa do senador Flávio Bolsonaro, no caso das “rachadinhas” que envolvem o ex-assessor de Flávio, Fabrício Queiroz, durante seu mandato como deputado estadual no Rio de Janeiro.

A Abin produziu relatórios para a defesa de Flávio Bolsonaro, filho do atual Presidente Jair Bolsonaro.
A Abin produziu relatórios para a defesa de Flávio Bolsonaro, filho do atual Presidente Jair Bolsonaro. | Foto: Gabriel de Paiva/Agência Globo

No documento publicado pela revista, a Abin passa orientações de como a defesa do senador deveria agir no inquérito aberto pelo Ministério Público do Rio de Janeiro que investiga as “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Flávio Bolsonaro é um dos investigados pelo pagamento de funcionários fantasmas, além de lavagem de dinheiro e peculato. O esquema seria operado por Fabrício Queiroz.

Os relatórios da Abin

Segundo a reportagem divulgada hoje pela Época, a Abin teria produzido dois relatórios para orientar a defesa de Flávio Bolsonaro no esquema das “rachadinhas”. A existência dos documentos foram confirmados pelo próprio senador, porém o Ministro General Augusto Heleno, do Ministério do Gabinete de Segurança Institucional, já afirmou publicamente que a Abin jamais se envolveu no caso de Bolsonaro. Ao ser procurado novamente pela Época para questionar o envolvimento da Abin, Heleno não se pronunciou a respeito.

No primeiro relatório elaborado pela Abin, no comando de Alexandre Ramagem, a Agência afirma que a defesa deve começar falando das tentativas de acessar os dados de Flávio Bolsonaro à Receita Federal e faz algumas acusações aos servidores do órgão. Enquanto no segundo relatório divulgado, há manobras que a defesa deve adotar para conseguir documentos referentes ao caso das “rachadinha”, uma delas seria “tomar um cafézinho” com José Tostes Neto, diretor da Receita.

Além disso, os relatórios da Abin para a defesa falam sobre alternativas de prosseguimento, que envolveriam a Controladoria-Geral da União, o Serviço Federal de Processamento de Dados e a Advocacia-Geral da União. Com o objetivo de fazer com que os órgãos ajuízem a ação de Bolsonaro, destacando que os órgãos estão sob comando do Poder Executivo.

Os documentos ainda sugerem a demissão de três servidores da Receita, para facilitar o acesso às informações desejadas. Um dos servidores citados, Christiano Paes, chefe do Escritório da Corregedoria da Receita no Rio de Janeiro, pediu exoneração na semana passada. Em ambos os relatórios, o campo ‘finalidade’ deixa claro que são para a defesa de Flávio Bolsonaro.

No campo “finalidade” de um dos relatórios lê-se Defender FB (Flávio Bolsonaro) no caso Alerj demonstrando a nulidade processual resultante de acessos imotivados aos dados fiscais de FB.

trecho da reportagem sobre a Abin na revista Época.

O sindicato de auditores da Receita condenou a ação da Abin, além das acusações feitas pela Agência ao órgão.

Reação ao caso

Nas redes sociais, o assunto Flávio Bolsonaro e Abin estão em alta, pois, após a divulgação dos relatórios pela Época, os usuários das redes se manifestaram. Muitos se mostram indignados com a ação da Agência, que possui o principal objetivo de planejar, executar, coordenar, supervisionar e controlar as atividades de inteligência e contra-inteligência, executando a Política Nacional de Inteligência do governo.

Sendo assim, ela é um órgão que ajuda a supervisionar investigações, dados, entre outros para a manutenção do País. Os internautas afirmam que houve um uso indevido da Abin por parte do Governo Federal.

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Por Luiza Nascimento – Redação Fala!

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