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A Volta do Panic! at The Disco

A Volta do Panic! at The Disco

Gabriela Henrique – Fala!Anhembi

Muitos de vocês devem se lembrar da época emo, e alguns devem ter até mesmo feito parte do que era considerado um “novo estilo de vida”. O uso de roupas pretas, maquiagem pesada e cabelos tingidos foi o que mais caracterizou o estilo, que não atingiu apenas o modo de vestir dos adolescentes da época, mas também a música.

Uma série de bandas trouxe esse novo estilo de fazer música para o universo do pop punk, com ritmos mais melancólicos e lentos, e assim conquistaram uma legião de fãs. Mas, como todo movimento, o emo decaiu conforme novos estilos de música começaram a ganhar destaque. Algumas dessas bandas ainda sobrevivem, como é o caso de Panic! At The Disco, uma das bandas mais importantes desse gênero e que, mesmo depois de muitos anos, conseguem permanecer com a sua essência intacta e promovendo grandes sucessos.

Panic! At The Disco é uma banda que nasceu em Las Vegas, e surgiu da vontade de dois amigos: Ryan Ross, guitarrista, e Spencer Smith, baterista. Logo depois, a dupla recrutou Brent Wilson como baixista e Brendon Urie como vocalista. O nome surgiu a partir da música Panic do The Smiths. O primeiro sucesso da banda veio com o lançamento do álbum A Fever You Can’t Sweat Out, lançado em 2005, que conquistou a lista dos 200 álbuns mais vendidos da Billboard daquele ano. I Write Sins not Tragedies, um dos maiores sucessos da banda, faz parte desse álbum que buscou trazer um estilo dos anos 20 carregado por um cenário de cabarés, que foi inserido não só nas músicas como nos clipes que prezam o usa das cores mais quentes, como o vermelho, para trazer todo esse ar diferente que a banda queria.

A banda continuou com esse estilo até o disco Vices & Virtues, lançado em 2011, quando eles lançaram The Ballad Of Mona Lisa, que ainda prezava o teor melancólico e dramático do gênero, só que com a presença mais pesada de solos de guitarra. A essa altura, porém, a banda já tinha sofrido com a saída de alguns integrantes – apenas Brendon Urie, vocalista, e Spencer Smith permaneceram na banda. Spencer permaneceu na banda até 2015, dois anos depois do lançamento de Too Weird to Live, Too Rare to Die, álbum que trouxe a banda para o Brasil no festival do Circuito Banco do Brasil que aconteceu em Belo Horizonte, em 2014, marcando a última visita da banda ao país.

Mas mesmo depois da saída de quase todos os integrantes da banda e adaptação de suas músicas para os novos estilos, Panic! At The Disco continua conquistando legiões de fãs e o coração dos críticos, além de sempre estarem fazendo parte dos trends topics da Billboard. A principal prova é o lançamento do mais novo disco Pray For the Wicked, lançado em junho deste ano, que conseguiu trazer todo aquele estilo dos primeiros álbuns da banda e aquecendo os corações dos fãs com a sensação nostálgica de que estamos, ainda, em 2005. Mesmo depois do decaimento do emo, a banda, que agora é classificada como rock alternativo, não perdeu sua essência, e seu recente álbum já chegou ao topo da parada Billboard 200 e vendeu cerca de 180.000 mil cópias em sua versão digital e cerca de 150.000 mil, pelo modo tradicional. High Hopes, o novo sucesso da banda, ganhou um clipe no dia 27 de agosto bem estilo da banda com direito a Brandon Urie desafiando a gravidade e escalando um prédio em Las Vegas.

A banda já está em turnê pelo mundo e com ingressos esgotados em muitos países. A Pray For the Wicked Tour está trazendo não só os novos sucessos da banda quanto os mais antigos, além de covers especiais de uma das bandas favoritas do Brendon, Queen, que agita plateia.

Representatividade

Recentemente Brendon Urie, volocalista da banda, se assumiu como pansexual, pessoas que são atraídas por outras independente de seu gênero sexual, para a revista Paper. Durante a entrevista Urie, que é casado com Sarah Orzechowski desde 2013, disse gostar de pessoas.

“Sou casado com uma mulher, e tenho muito amor por ela, mas não tenho restrições para um homem para mim, eu gosto da pessoa. Acho que você pode me qualificar como um pansexual, porque eu realmente não ligo” – afirmou o líder da banda durante entrevista.

Com isso, Brendon se sente super a vontade em levantar a bandeira colorida que representa o símbolo do LGBTQ+ durante a música Girls/Girls/Boys, que é considerado um dos hinos dos bissexuais e onde o vocalista deixa bem declarado que o amor não é um a escolha.

Além disso, recentemente, Nicole Row entrou para a banda como baixista e trouxe a representatividade feminina para uma banda que até então só teve integrantes homens, além de romper estereótipos machistas e enfatizando que lugar de mulher é onde ela quiser.

Há uma grande chance de a banda voltar ao Brasil em 2019 depois de quase 5 anos sem pisar em solo brasileiro. Há até suspeitas que eles virão para o próximo Lollapalooza, mas vamos ter que esperar as próximas atualizações na agenda da banda que está disponível no site . Ansiosos?

 

 

 

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