A repercussão sobre o caso da menina de 10 anos estuprada no ES
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A repercussão sobre o caso da menina de 10 anos estuprada no ES

A repercussão sobre o caso da menina de 10 anos estuprada no ES

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O caso da menina de 10 anos, do Espírito Santo, tem ganhado cada vez mais visibilidade desde que foi exposto à mídia e comentado pela ministra de Estado da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

A criança afirmou que desde os 6 anos de idade passava por tal violência. O tio que a estuprou é um ex-presidiário e está foragido da polícia por estupro e ameaça a de menor.

Assim, o caso chegou nas autoridades do Espírito Santo, as quais seguiram a lei n° 2848, da Constituição, no artigo 128°, determinada desde 1940, em que legaliza o aborto em casos de estupro, se a gravidez causa risco a vida da gestante ou em casos de anencefalia fetal, segundo a Jusbrasil.

Vários casos já foram resolvidos com essa lei sem as devidas hesitações que estão acontecendo, contudo, comentários como a da ministra Damares Alves dão mais visibilidade e críticas severas.

Quanto sofrimento!
(…)
Acho que agora temos todos que nos unir em oração pela vida desta menina e confiar nas autoridades do poder judiciário que estão cuidado do caso.

Damares Alves, no Facebook.

Dessa forma, o Brasil reconheceu ainda mais a atrocidade do crime cometido à garota de 10 anos a qual sua mãe a deixou, seu pai é um presidiário e a avó é sua responsável, segundo o jornal El Paris. A condição social e financeira da vítima é outro fator que revela em quem a maior parte dos estupros no Brasil atinge, a camada mais pobre e vulnerável da sociedade.

O procedimento seria realizado no Espírito Santo, mas, segundo o jornal A Gazeta, a equipe médica do Programa de Atendimento a Vítimas de Violência Sexual (Pavivi) se recusou porque a idade gestacional não está condizente com a legislação, de acordo com a reportagem, a criança já estava a 22 semanas e quatro dias em gestação.   

O juiz da Vara da Infância e da Juventude, Antônio M. Fernandes, julgou o caso e concluiu por abortar a gestação e que “até mesmo gestações mais avançadas podem ser interrompidas, no ponto de vista jurídico (…)”, afirma o jornal “A Gazeta”. Dessa maneira, a criança foi transferida para o Estado de Pernambuco, em Recife, para a realização do procedimento.

A repercussão do caso da menina de 10 anos

A ministra Damares Alves não foi a única que comentou sobre o caso da garota. Somada às diversas repercussões nas redes sociais pelos usuários, religiosos foram até o hospital de Recife, no CISAM (Unidade Hospitalar da UPE), para tentar impedir o procedimento e contou com a presença do Deputado Cristão Joel da Harpa, o qual tentou entrar no hospital e afirmou que tal aborto não aconteceria no território pernambucano.

O Deputado Joel tenta entrar no hospital, mas é impedido por policiais. / Fonte: @carolinatre.

Além disso, figuras como Felipe Neto e Whindersson Nunes se pronunciaram nas redes sociais sobre os equívocos entre as ações cristãs e os ensinamentos da religião e sobre auxiliar a criança.  

Felipe Neto demonstrando o seu apoio à vítima. | Foto: Twitter @felipeneto.
Whindersson Nunes expressa seu desejo de ajudar a criança, vítima de estupro. | Foto: Twitter @whindersson.

Especialistas afirmam que a estrutura corporal de uma criança não suporta a gestação e pode causar problemas graves ao corpo além de psicológicos.

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Por Amanda Marques – Redação Fala!

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