A relevância dos produtos midiáticos no combate a preconceitos
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A relevância dos produtos midiáticos no combate a preconceitos

A relevância dos produtos midiáticos no combate a preconceitos

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A mídia é uma grande influência na sociedade, ajudando até na criação da realidade. Uma maneira concreta de se observar a mídia no dia a dia é a moda. Quando uma série nova é lançada ou quando uma personagem faz sucesso em uma novela ou filme, é muito comum que o estilo de se vestir das pessoas acompanhe essa tendência midiática. Mas essa interferência pode ir além de questões estéticas e comerciais, se tornando ferramenta ativa do combate a preconceitos.

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Entenda a relevância dos produtos midiáticos no combate a preconceitos. | Foto: Reprodução.

Combate de preconceitos pela mídia

Existem algumas formas com que a mídia pode abordar esse tipo de problema social, além da já conhecida visibilidade. A primeira delas é gerar discussão através de reflexões.

O preconceito é baseado na ignorância, então, a forma mais eficaz de combatê-lo é com informação. A mídia é uma ótima condutora de informação, seja por meio de produtos audiovisuais, dos jornais ou pelas redes sociais através, dos cada vez mais populares, influenciadores digitais.

Outra vantagem que a mídia carrega é a facilidade de gerar empatia, através do envolvimento do espectador com o personagem, seja ele real ou fictício. E a empatia, quando transformada em ação, é o primeiro passo para uma sociedade mais justa e igualitária.

É possível encontrar vários exemplos de narrativas empáticas. Um deles foi o recente caso de George Floyd, cuja morte através de uma abordagem policial agressiva comoveu milhões de pessoas ao redor do mundo, o que gerou uma discussão em massa, veiculada na grande imprensa e nas redes sociais, acerca do racismo e da violência policial.

Como importante influência na criação da realidade social, outro passo importante da mídia é o papel de representatividade. É tornar comum aos olhos situações que deveriam ser de fato habituais, como negros em personagens bem-sucedidos, diversidade dos corpos femininos, homens que cuidam do lar, relacionamentos homoafetivos, entre outras situações que ainda são motivos para escândalos, quando deveriam ser tão regulares quanto o homem branco no poder.

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Por Lara Bohrer Felix – Fala! PUC – Rio

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