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A Poesia de Michel Temer – Por Sofia Missiato

A Poesia de Michel Temer – Por Sofia Missiato


Verba volant, affectio manent

Jucá, meu fiel companheiro.
Me encontro tão só nesse covil
Aqui tem gente que pensa no Brasil
E esquece de aceitar dinheiro! (Que porre)

Eu não entendo o porquê, caro rapaz.
Como você foi atender o Machado?
Como denunciou aliados?
Como tua passagem foi tão fugaz?
(Que saudades)

Não sei se sigo com esse afã
De proteger nossos amigos de partido
Porque daqui a pouco vou estar metido
Dentro do conluio do Renan (não podem saber
a veritate)

Não é isso que quero, nobre Rei.
Você bem sabe que o Lobão, outro companheiro
Uma vez, com seu tom certeiro
Me disse: – Não esquece do Sarney!

Eu não esqueci! Não esqueço de ninguém!
Olhe, veja bem tudo isso
Tenho firmado meu compromisso
De proteger meu harém…

Um por um! Se ameaçar, eu mato.
Se processar eu defendo
Meu compromisso vou mantendo
De barrar a Lava Jato!

O Cunha, chorou pela filha
Mandei esconder a coitada
Dei-lhe uma bela mesada
E acertei tudo com Padilha.

Você também veio chorar
Ameaçou até tirar o bigode!
Eu disse: – Jucá, não pode!
E só então começou a se acalmar

O Serra, toda hora em cima do muro
Sempre me pergunta o que deve ser feito
E eu: – Querido, está tudo perfeito!
– É só ir para cima do Nico Maduro!

O Geddel só fala asneira!
O Ale, cabeça de pelota, só quer saber de matar.
O Mendoncinha, de cobrar!
E o Blairo, de comprar uma colhedeira.

Me ajuda, companheiro, nesse pleito!
Nesse governo interino…
Já que sou um poeta clandestino
E um presidente que não foi eleito.

Beijos do seu amigo,

MICHELITO.

16109116
Caricatura: folha.uol.

 

Por: Sofia Missiato Barbuio – Fala!P.U.C

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1 Comentário

  1. 2 anos ago

    Adorei seu site. Conteudo de muita qualidade. Abraço

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