A pandemia de Covid-19 e os compradores compulsivos
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A pandemia de Covid-19 e os compradores compulsivos

A pandemia de Covid-19 e os compradores compulsivos

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Em 2021, os efeitos da pandemia de Covid-19 alastraram-se para além de apenas sintomas e casos confirmados, movimentando os âmbitos sociais, políticos, econômicos e até mesmo questões básicas, como o simples ato de fazer compras.

A quarentena moldou boa parte da população, que precisou se acostumar com a chegada (e permanência por mais tempo do que o esperado) do novo coronavírus, vivendo uma realidade entre home office, ensino a distância, manter-se em casa convivendo com o tédio, pior inimigo dos pensamentos, mexendo com a estabilidade da saúde mental de muitos. 

Os fenômenos sociais afetam e muito com os diversos pensamentos da própria sociedade, como vemos, por exemplo, a taxa de ansiedade aumentando durante esse período incomum a todos, sendo um fator alarmante.

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Segundo dados, compras cresceram na pandemia. | Foto: Getty Images.

Pandemia e compulsão por compras

Nessa tentativa de se adaptar, lidar com a ansiedade, as compras mostraram-se como um escape de toda essa rotina,  apresentando uma adesão maior, bruscamente, influenciando ainda mais os compradores compulsivos ou até desenvolvendo o transtorno em quem não possuía.

O comprador compulsivo é diagnosticado com um Transtorno do Controle do Impulso, onde “a característica essencial é a falha em resistir a um impulso, instinto, ou desejo de realizar um ato que é prejudicial ao indivíduo ou outras pessoas” (Organização Mundial da Saúde). Ao perceber isso, as plataformas, aplicativos de compra, lojas on-line, investiram em novas técnicas de abordar clientes, empurrando todo tipo de mercadoria na tela do consumidor, impulsionando o processo de compras.

Para contribuir com esse instinto, nos últimos meses, os vídeos de influenciadores mostrando as compras em sites (Shein, Shopee, Wish e outros) popularizaram-se de maneira rápida, garantindo milhares de visualizações. Toda essa movimentação faz com que os telespectadores se atraiam cada vez mais pela aquisição de bens materiais, sem conseguir distinguir o essencial do dispensável, por estarem tão presos naquela bolha de conteúdo, que na maior parte das vezes, as pessoas que gravam os vídeos se encontram em condições de vida totalmente diferentes do seu público.

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Por Bianca Viana – Fala! Faculdade Mauricio de Nassau – PE

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