A moda ecológica: 5 tendências mundiais após a quarentena
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A moda ecológica: 5 tendências mundiais após a quarentena

A moda ecológica: 5 tendências mundiais após a quarentena

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Sem dúvidas, 2020 está sendo um ano de grandes transformações e, na moda, não seria diferente. Mesmo que as grandes marcas mundiais já estivessem visando a sustentabilidade, este ano, as tendências fashionistas uniram conforto, praticidade e, principalmente, ajuda ao meio ambiente.

Lembrando que a indústria da moda é uma das que mais polui o meio ambiente, a rapidez e consumo exagerado estão ficando fora de moda, e as “fast fashions” caindo no desuso. Esse é o cenário previsto para a moda em 2020 pós-pandemia: o mais ecológico possível! E como isso funciona? Aprenda as 5 tendências mais importantes para entender a moda ecológica!

moda ecológica
A moda ecológica é a nova tendência mundial. | Foto: Reprodução.

5 tendências da moda ecológica

1. Moda Ética

Ganhando destaque depois do Ethical Fashion Show, em Paris, no ano de 2004, a moda ética visa os trabalhadores e as condições de trabalho as quais estão submetidos.

Apesar de não ter uma ligação direta com o meio ambiente, essa vertente prioriza as condições socioambientais, e quando colocada em pratica por grandes corporações, acaba ajudando o ecossistema indiretamente.

Quando a pergunta se torna “como são produzidas as minhas roupas” e “quem as produz”, o exagero de matéria-prima e de mão de obra são postos à prova.

2. Zero-waste fashion (ou “moda sem lixo”)

 Já essa parte da eco moda, prioriza o não desperdício de material, então, todas as peças são fabricadas visando gerar o mínimo resíduo possível ou, até mesmo, zero.

Pensando nisso, o estilista responsável cria novas peças com retalhos e sobras ou pensa nos tecidos em formas que não sobre material na hora das confecções.

3. Slow fashion

Essa linha de produção foi desenvolvida em contraposição direta ao “fast fashion”. Enquanto o segundo prioriza a globalização, produção em massa, lucros exorbitantes e rápida circulação de produtos e ideias, o “moda lenta” (tradução livre para slow fashion) se volta para o local.

Com preços mais justos e produção por demanda, ele contribui para o meio ambiente tanto quanto para a sociedade. Além de valorizar a diversidade cultural, em oposição às modas globais monopolizadas por países europeus e norte-americanos, essa vertente ajuda pequenos empreendedores a se valorizarem no mercado regional.

E, por não usarem produção em larga escala, não geram impactos no meio ambiente por excesso de matéria-prima consumida.

4. Bazar e brechó

Para quem pensa que a moda ecológica é uma invenção das altas classes e só afeta a vida de quem produz, está muito errado! Representando o consumo consciente, os bazares vem aí como uma grande aposta para ajudar o meio ambiente sem pesar no bolso.

Comprar roupas já usadas, mas em ótimas condições está cada vez mais em alta, batendo de frente com a necessidade de produzir roupas novas o tempo todo, gerando muito menos impacto para o meio ambiente.

A própria moda contribui para a ascensão dos brechós, trazendo de volta peças que estavam em alta nas décadas passadas.

5. Material Sustentável

Uma boa opção para as grandes lojas de departamento, por exemplo, para manter seu ritmo de produção e, ainda assim, apoiar a causa ecológica, é investir em materiais sustentáveis.

Tecidos produzidos com algodão orgânico ou reciclado, fibras de bambu, materiais reciclados ou reutilizados (como garrafas PET) ou, até mesmo, couro curtido e sintético, são exemplos de produção sustentável

Propósito da Moda Ecológica

A moda ecológica é, portanto, a união de todos os pontos mencionados acima. Ela surgiu em um contexto de repensar várias atitudes da sociedade humana, na qual o meio ambiente vinha sendo destruído há décadas.

Junto a isso, vários escândalos envolvendo gigantes da indústria, sendo vinculados a trabalhos com péssimas condições e salários insignificantes em fábricas asiáticas. A partir daí, começou a mobilização global para melhorar e transformar a indústria da moda como a conhecemos.

Saber como, onde e, até mesmo, por quem a sua roupa está sendo produzida, tem despertado a curiosidade de mercados consumidores. Especialistas já analisam a incorporação de materiais 100% sintéticos e gerados em impressoras 3D como substituição para os tecidos vindos de extrativismo.

O grande obstáculo que a moda ecológica ainda precisa enfrentar é como chegar ao grande público e competir em preços com marcas já estabelecidas do fast fashion. Apesar de a reutilização, personalização e compra de roupas usadas ser um grande investimento, o mercado de roupas novas e sustentáveis ainda é uma grande utopia financeira para boa parte da população mundial. 

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Por Rebecca Henze – Fala! UFRJ

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