A moda como protesto ao longo dos séculos
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A moda como protesto ao longo dos séculos

A moda como protesto ao longo dos séculos

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Quando o assunto é a moda como forma de protesto, logo pensamos em vestuários que iam contra os ideais conservadores da época, que, exatamente por isso, se tornaram grandes símbolos de revoluções feministas.

As mulheres têm usado a moda como forma de protesto desde muito tempo. Joana D’arc, por exemplo, é um grande símbolo desse feito, quando começou a vestir roupas masculinas para suas missões. Há muitas teorias em torno disso. Uns dizem que ela usava as roupas por serem mais confortáveis para as batalhas, outros dizem que ela passou a se vestir de tal forma pois assim não seria estuprada. De qualquer forma, Joana foi considerada herege e acabou sendo levada à fogueira.

Moda como protesto nos séculos XX e XXI

No século XX, começam a acontecer as revoluções mais populares. A independência indiana foi marcada por Gandhi, que queimou os tecidos britânicos exportados para a Índia e passou a confeccionar seu próprio tecido. Esse foi um dos exemplos primordiais para que a moda fosse vista como forma de protesto, pois teve uma enorme importância política.

O movimento causado por Gandhi deu origem ao tecido chamado khadi, que é fiado em uma roda chamada charkha. Mesmo com o passar dos anos, o tecido ainda carrega o sentimento de revolução, e é conhecido como “tecido da liberdade”.

Khadi
Trama do tecido Khadi, criado por Ghandi. | Foto: Reprodução/Casa da Índia.

O movimento LGBTQIA+ também é visto como um exemplo de expressão através da moda. Atualmente, temos visto muitas drag queens e androginia na mídia. Precisamos ressaltar sobre a repressão policial que deu origem às paradas LGBTs, quando policiais invadiram uma casa noturna e violentaram as pessoas que o frequentavam. Desde então, originaram-se as paradas gays, como forma de expressarem orgulho e aceitação por serem quem são e, assim, se sentirem mais livres.

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Gloria Groove, uma das drags queens mais conhecidas do Brasil. | Foto: Reprodução/Extra Globo.

Ao falar do século XXI, podemos citar vários criadores de moda que estão usando suas vozes para renovar ideias ultrapassadas da sociedade. Podemos citar Rihanna como um exemplo de criadora. A artista se consagrou no mundo da música ainda muito nova e, recentemente, decidiu criar produtos de maquiagem que abrangem diversos tons de pele (ao todo, são mais de 50 tons em sua linha Fenty Beauty).

Rihanna também lançou linhas de lingeries para todos os tipos de corpos, chamada de Savage X Fenty. Em 2019, lançou sua própria linha de roupas, que também leva o nome de Fenty, onde busca incluir todos os setores da moda, com grande variedade de modelos, visando uma maior representatividade.

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Por Caroline Devides – Fala! Universidade Metodista de São Paulo

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