'A Escolha Perfeita 3': Veja a crítica do último filme da trilogia 'A Escolha Perfeita 3': Veja a crítica do último filme da trilogia
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‘A Escolha Perfeita 3’: Veja a crítica do último filme da trilogia

‘A Escolha Perfeita 3’: Veja a crítica do último filme da trilogia

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Lançado em 2017 e recentemente inserido no catálogo da Netflix, A Escolha Perfeita 3 (Pitch Perfect 3) é o último filme de uma trilogia musical, na qual acompanhamos em especial o grupo acapella The Barden Bellas. A sequência trabalha, dentre outras narrativas, a jornada do grupo na música e os vínculos de suas integrantes. 

Dirigido por Trish Sie, o longa retrata uma última reunião das Bellas já num contexto pós-faculdade. Logo nos primeiros momentos, vemos o caminho que cada uma delas seguiu profissionalmente após a formatura, e, de certa forma, demonstrando certa insatisfação por parte delas com suas ocupações. Até mesmo Beca (Anna Kendrick), que concretizou seu sonho como produtora musical, começa o filme se demitindo do emprego devido a conflitos com o artista para quem produz. 

A partir daí, as integrantes se reencontram numa apresentação de Emily (Hailee Steinfeld) e as novas Barden Bellas, que realizam um cover acapella da música Sit Still, Look Pretty, da cantora Daya, iniciando com a parte musical já típica e de destaque dos filmes da trilogia.

Com um momento devidamente nostálgico, o grupo decide se reunir para uma última apresentação, concorrendo num torneio a uma oportunidade para abrir um show do DJ Khaled, que aparece em alguns momentos do longa. 

A Escolha Perfeita
Bellas na apresentação de Emily e a nova geração do grupo. | Foto: IMDb.

Essa competição, organizada pelo Exército, não conta em nenhum momento com a participação dos Treblemakers, o grupo rival das Bellas presente nos filmes anteriores. Sem Jesse, Benji e outros personagens conhecidos anteriormente, o foco do filme está no grupo de Beca, Chloe, Aubrey, Amy, Cynthia Rose, dentre outras.

A estreia delas na competição se dá por meio do cover de Cheap Thrills, da cantora Sia, mantendo a tendência do uso de músicas mais atuais e performadas por mulheres. Cynthia Rose e Beca se destacam na perfomance, contribuindo para uma apresentação que acaba por conquistar o público do torneio e mantendo o bom nível da trilha sonora dos filmes.

Crítica de A Escolha Perfeita 3

O conflito musical da vez gira em torno dos covers do grupo feitos apenas com a voz versus o trabalho conjunto entre melodia e instrumentos das bandas que também competem pela abertura no evento de Khaled. Dentre elas, destaca-se a Evermoist, que tem a atriz Ruby Rose como Calamity, a vocalista. É um ponto interessante do enredo e mostra um certo choque entre a essência universitária das Bellas e bandas mais tradicionais, fora do contexto e zona de conforto acapella das meninas. 

Outro ponto de inovação está na presença de ação, num contexto de fuga de um sequestro relacionado com a aparição do pai de Amy (Rebel Wilson). Poderia ser algo mais interessante se desenvolvido de uma forma mais conectada com a história, mas acaba como algo isolado tanto do estilo desse filme como dos outros dois anteriores. Mesmo assim, a performance de Toxic, hit de Britney Spears, feita pelo grupo nesse momento da trama integra outro interessante cover das Bellas, destacando-se positivamente, apesar do contexto inusitado para o padrão de A Escolha Perfeita.

Um último ponto válido a ser destacado é presença de cenas que mostrem um fortalecimento ou amadurecimento dos vínculos entre as integrantes – ou a falta delas. Como um filme que encerra uma narrativa como a das Bellas, seria interessante um maior foco na amizade e apoio entre as integrantes, coisa que acaba sendo tratada em segundo plano ou de maneira repetitiva.

A “implicância” com Jessica e Ashley é de uma comicidade de certa forma desnecessária, tal qual a surpresa das meninas com a voz de Lily, coisa que já havia sido tratada no primeiro filme. A aparição do pai de Aubrey é um ponto positivo, já que a personagem cita frases de seu pai desde o primeiro filme, mas nunca com um aprofundamento maior como dessa vez.

Mesmo com isso, nenhuma cena possui potencial de emocionar o público como a apresentação feita pelo grupo de Flashlight Who Runs The World, no Campeonato Mundial, com as gerações antigas das Bellas. Era de se esperar algo desse nível para o último filme, mas o único momento nostálgico surge em algumas cenas dos bastidores, inseridas apenas nos créditos.

Portanto, A Escolha Perfeita 3 finaliza uma história, mas não da maneira que poderia – e deveria. A era das Bellas chega a seus momentos finais com um enredo sem pontas soltas, com uma união predominante no grupo e boa seleção musical, mas que poderia ter ido além de um desenvolvimento com piadas já formuladas e instantes pontuais de amadurecimento da sintonia das personagens.    

A Escolha Perfeita 3
Bellas na apresentação final. | Foto: IMDb.

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Por Isadora Noronha Pereira – Fala! Cásper

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