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Por Rafaela Martins – Cásper Líbero

 Era 1997 e Reed Hastings e Marc Randolph fundavam a Netflix. Agora, 10 anos depois, não há um internauta na face da Terra que não tenha lido ou ouvido falar da grande plataforma que ela se tornou. Com 100 milhões de assinantes em mais de 190 países, a Netflix se tornou o maior serviço de TV por internet. Ela iniciou seus serviços como uma locadora online, que além de vender e alugar DVDs, também os entregava na casa do cliente, sendo o maior diferencial da empresa diante do seu concorrente – o Blockbuster.

Conforme as tecnologias começaram a se desenvolver, os DVDs se tornaram obsoletos e os streamings foram crescendo na web, abrindo mercado para empresas como a Netflix e o Youtube, que iniciaram a transmissão de conteúdo na íntegra, fora dos tradicionais canais de televisões.

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Mas você sabe o que é o streaming? Conforme o dicionário britânico “Cambridge Dictionary”, em tradução livre, é a atividade de escutar ou assistir algum áudio ou vídeo via internet. Hoje, existem vários sites no qual podemos ter esse serviço. A Netflix ganhou concorrentes, principalmente nos Estados Unidos, como os sites Amazon Prime, HBO Now, Hulu, entre outros. No Brasil, canais como Telecine, Globo e Fox migraram seus conteúdos para a internet, mas apenas disponíveis para assinantes das operadoras de TV a cabo, diferentemente dos outros sites de streaming, nos quais  o usuário paga mensalmente ou anualmente diretamente para a empresa.

 

Streaming vs TV

O streaming trouxe diversas vantagens para as pessoas. Elas podem construir sua própria grade, escolher o conteúdo que vai assistir no horário que é mais adequado e sem propagandas. O usuário pode dar pause e continuar a ver em outro momento, também pode escolher entre legendado ou dublado. As possibilidades são infinitas, ao contrário do que conhecíamos no mundo da televisão.

Ainda, o streaming possibilitou o acesso aos conteúdos via smartphone, tornando-os mais populares do que nunca. A Netflix ainda disponibilizou o download de filmes e séries, no final de 2016, para países como Brasil e Índia, que possuem 3G e 4G de baixa qualidade.

A ascensão do streaming traz perguntas que antes ninguém imaginaria: será que as TVs, aquelas que revolucionaram o mundo da comunicação na época dos nossos avós, irão se extinguir? O editor-chefe da Revista Mundo Estranho, Marcel Nadale, acredita que sim, que a plataforma irá deixar de existir, porém “as empresas desse ramo vão continuar existindo, elas apenas irão migrar para os novos formatos. Quase todo grande canal já tem seus serviços de streaming ao estilo Netflix. O único problema é que eles são muito ruins”.

Nadale ainda ressalta que o foco dos canais agora é melhorar seus streamings na internet para alcançar o nível Netflix:

“As empresas (de televisão) são especializadas em conteúdo, mas nunca tiveram que se preocupar com interface, user experience, nada disso. A Netflix teve que cuidar de ambos os fronts desde o começo”, acrescenta Nadale.

Conforme pesquisas realizadas pela Forrester, a Netflix continua sendo a favorita entre os espectadores, tanto em relação ao preço quanto a qualidade do serviço oferecido.

Produções exclusivas e o mundo do cinema

Em 2013, a Netflix foi a primeira rede de TV na internet a receber uma indicação ao Emmy por produções próprias. “House of Cards” e “Orange is the New Black” venceram, juntas, 7 categorias.

A empresa investiu em produções independentes que se tornaram grandes sucessos. Fez parcerias com a Marvel e lançou séries originais como Daredevil, Luke Cage e Jessica Jones, tirando a exclusividade dos heróis da Marvel do mundo cinematográfico.

Para a alegria dos fãs, a Netflix também deu continuidade a séries que já tinham sido canceladas, como Gilmore Girls e Arrested Development. Além disso, trouxe inúmeros documentários e séries originais que fazem críticas à sociedade com temas como racismo, homofobia, política, entre outros.

As séries originais e não originais tomaram conta do serviço e se tornaram muito populares. Em uma pesquisa realizada pelo FalaUniversidades com 1070 pessoas, 78% dos entrevistados preferem assistir séries a filmes na Netflix.

Mas o serviço começou também a investir em filmes “originais Netflix” com atores de peso, como Adam Sandler, que se renderam à onda e se juntaram às produções exclusivas. Então, podemos refletir: será também o streaming uma ameaça ao cinema? Conforme Nadale, “a Netflix não é uma ameaça, porque, diferentemente da TV por assinatura, o cinema oferece outra experiência – a tela é maior e a catarse é coletiva. Essa mesma preocupação surgiu em outras épocas com o vídeo cassete, com a TV por assinatura, com o DVD, com o DVR-Recorder. E nenhum deles matou o cinema”.

Nadale também acrescenta que “Hollywood é muito estruturada para preservar o cinema como a janela premium dos filmes. É comprovado que filmes lançados diretamente em DVD despertam menos interesse do que um que antes passou pelo cinema, mesmo que sua qualidade seja superior. E você pode notar isso até mesmo no Netflix”.

 

Netflix no Brasil

A Netflix, indiscutivelmente, se tornou um sucesso no Brasil, gerando vários fã-clubes por toda internet e sites de discussão dos seus conteúdos. Páginas como “Netflix Brasil” e “Netflix News” – que não possuem nenhum vínculo oficial com a empresa – chegam a 87 mil e 179 mil curtidas no Facebook, respectivamente, e produzem diariamente reviews e peças de divulgação das séries.

A Netflix iniciou seus serviços em toda América Latina em 2011, e sua primeira produção original brasileira foi a série 3%, lançada em 2016.  A série inicialmente foi um trabalho de alunos da USP, do curso de Audiovisual, e teve apenas um episódio piloto postado no Youtube.

Além das séries e vídeos

A Globo possui o Globosat Play, onde podemos assistir os seus canais afiliados – como o Sport TV, Multishow e GloboNews – ao vivo ou os episódios que já foram ao ar.  Porém, o acesso a esse serviço de streaming é restrito para assinantes de empresas de TV a cabo.

Na música, o Spotify se destaca como o maior streaming. No início de 2017, a empresa alcançou 50 milhões de usuários pagantes.

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