A decisão das eleições norte-americanas e sua influência no Brasil
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A decisão das eleições norte-americanas e sua influência no Brasil

A decisão das eleições norte-americanas e sua influência no Brasil

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Na semana do dia 02/11/2020, os olhos do mundo se voltaram para a corrida eleitoral dos EUA. Com o status de um dos países mais importantes do mundo, os Estados Unidos carregam o fardo de interferir na dinâmica de todos os continentes com os resultados de suas eleições. Afetando decisões de gigantes mundiais, como China, Japão, União Europeia, Rússia e até mesmo o Brasil, um dos maiores destaques da América Latina.

Independente das preferências pessoais de cada governante, a decisão de quem será o futuro presidente americano, influencia não só a economia global, como decisões políticas, alavancando mudanças por todo o mundo.

eleições
A decisão das eleições norte-americanas influencia o mundo todo. | Foto: Reprodução.

Eleições norte-americanas e sua influência no Brasil

Lembrando que as eleições ocorrem por meio de colégios eleitorais – sistema que garante mais peso de voto aos estados mais populosos –, a apuração pode durar dias. Após um período de apreensão mundial, Joe Biden (Democratas) venceu Donald Trump (Republicanos), tornando, assim, incerto o futuro de alguns países que matem relações próximas com os norte-americanos.

O Brasil, especialmente, já que os EUA, ocupam atualmente a posição de segundo maior parceiro comercial brasileiro, disputando com a China o primeiro lugar. Por isso, a decisão entre Biden e Trump nas eleições de 2020 importava – e muito – ao público brasileiro.

Relações exteriores

As relações exteriores do país foram um dos assuntos que dividiram os candidatos na corrida eleitoral. A proximidade do atual chefe de Estado americano e Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil, fez com que a vitória de Biden alertasse algumas pessoas. Visto que o brasileiro declarou apoio pessoal a Trump, a vitória do oponente poderia prejudicar a relação dos países.

Na prática, a aproximação entre presidentes não influenciou a economia de ambas as partes, o que realmente ocorreu nos últimos anos, foi um apoio ideológico e de tomadas de decisão, já que os dois representam o mesmo nicho conservador.

Dito isso, a equipe de Paulo Guedes, atual ministro da Economia, se mostrou tranquila reagindo a qualquer um dos resultados, já que, segundo Welber Barral (ex-secretário de comercio exterior): “A relação comercial é estável, à prova de abalos”. No campo econômico, as projeções, portanto, não indicam grandes mudanças. Até porque Biden ainda compete com os chineses pelo mercado brasileiro e suas transações econômicas. 

Amazônia e questão ambiental

Porém, um dos assuntos mais comentados sobre a relação internacional é a Amazônia. O tema da sustentabilidade cresceu como uma das maiores oposições dos partidos. Além de anunciar os planos de recolocar os EUA no Acordo de Paris, as políticas ambientais tomaram forma nos discursos do candidato democrata.

Amazônia
Amazônia. | Foto: Reprodução.

Enquanto Bolsonaro se mantém na posição de proteção do território nacional, Biden mencionou a criação de um fundo internacional para a preservação da floresta, na quantia de 20 bilhões de dólares. No caso de este fundo falhar e o desmatamento prosseguir, a posição do presidente eleito se torna mais drástica, com sansões econômicas ao Brasil. 

A questão ambiental se tornou o centro das discussões depois de alegações polêmicas de ambos os lados. Biden deixou claro que não esquecerá disso ao fazer comércio com o Brasil, e Bolsonaro mostra que não aceitará ser contrariado ou mandado.

Pontos incertos

Os pontos ainda incertos são acordos ainda não fechados, os quais seriam favorecidos caso o candidato republicano fosse reeleito. Por exemplo, está sendo discutido – e fechado – um acordo que derrubaria barreiras não-tarifárias e facilitaria o comércio entre ambas as partes. Tal contrato, amplamente apoiado por empresários brasileiros e americanos, estaria mais avançado caso Trump se mantivesse no poder, como não foi o ocorrido, acredita-se que demore um pouco mais para a decisão ser estabelecida. 

Outros efeitos em áreas militares, tecnológicas e de acordos internacionais podem ser sentidos, afinal, a proximidade pessoal e ideológica entre os chefes de estado estará quebrada.

Portanto, a questão da Amazônia segue sendo o que mais preocupa especialistas e observadores, já que nenhuma das partes parece estar disposta a ceder. De certo que a partir de agora os olhos preocupados se voltarão para a seguinte decisão: se a maior floresta tropical do mundo estará nas mãos internacionais da potência norte-americana ou se permanecerá sob vigilância brasileira.

Ainda vale lembrar que Donald Trump pediu recontagem dos votos em alguns estados. Então, isso pode alterar algumas decisões também.

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Por Rebecca Henze – Fala! UFRJ

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