A cremação como você nunca viu: conheça suas origens
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A cremação como você nunca viu: conheça suas origens

A cremação como você nunca viu: conheça suas origens

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A cremação é uma técnica funerária que consta na queima de um corpo para o reduzir a cinzas e que vem ganhando cada vez mais espaço na cultura do brasileiro. Segundo o Sindicato do Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Sincep), entre os anos de 2013 e 2017, a prática de cremar cadáveres cresceu em 312%.

Mas, mesmo assim, representa um baixo índice percentual de cremados em seu território se comparado com outros países, já que é um país que apresenta o catolicismo como religião predominante, o que fez com que a permissão para realizar tal técnica acontecesse tardiamente.

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Cerimônia de cremação. | Foto: Reprodução.

Origem

Muito se engana em achar que a cremação é uma prática moderna, pois existe há quase 3 mil anos.

Nos anos 1000 a.C, gregos queimavam soldados de guerra a céu aberto para distribuir cinzas por suas respectivas terras natais e, no ano de 750 a.C, romanos também fizeram uso do processo: ambas as civilizações acreditavam que assim estavam garantindo um destino nobre e honroso a seus mortos.

Em 552 d.C, no Japão, ela foi adotada graças ao surgimento do budismo, que prega a importância da cremação com a opinião de que ela purifica a alma daquela pessoa que acabou morrendo e liberta seu corpo. 

Questão religiosa

Nem todas as religiões são adeptas da técnica funerária. O judaísmo, o candomblé e o islamismo, por exemplo, pois acreditam que o corpo deve voltar para a terra.

Para o espiritismo, a prática só é realizada depois de 3 dias da morte do indivíduo, que é o tempo necessário para que o espírito desapegue do corpo físico e finalmente desencarne.

A Igreja Católica fez a cremação de tabu até meados dos anos 60, tornado possível, assim, a inauguração do primeiro crematório brasileiro apenas no ano de 1970, em São Paulo. Por outro lado, para a Igreja Ortodoxa, a prática é extremamente proibida.

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Técnica funerária da cremação. | Foto: Reprodução.

Por que escolher a cremação?

Além de ser um método mais econômico (quando comparado ao enterro tradicional) é também o mais ecológico e prático. Quando falamos de economia, na cremação, não é necessário arcar com despesas como: locação do espaço do cemitério, manutenção, compra de jazigos e caixões.

Falando em números, no Brasil, uma cerimônia da prática sai em torno de R$ 290,00 a R$ 17.000,00 (tudo dependendo do pacote que será escolhido pela família), enquanto em um enterro e sepultamento, os preços variam entre R$ 3,77 mil a R$ 43,6 mil.

Em razão de ser ecológica, como consiste na redução do cadáver a cinzas, na cremação, não há a preocupação em relação à contaminação de lençóis freáticos, que acontece quando é realizado um enterro tradicional, já que o corpo entra em decomposição.

Além disso, quando se crema um corpo, os gases tóxicos que são liberados acabam sendo retidos por filtros de ar e não há ocupação físico de espaço. Considerada mais prática pois garante fácil mobilidade das cinzas de um lugar a outro e podem ser repassadas para os familiares (que determinam seu destino), isso graças às urnas que as armazenam. 

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Por Julia Neves Silva – Fala! Cásper

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