A alta no preço do arroz: quais são as causas para esse aumento?
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A alta no preço do arroz: quais são as causas para esse aumento?

A alta no preço do arroz: quais são as causas para esse aumento?

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Sabemos que o arroz é um alimento básico no cardápio do brasileiro. Ele é consumido em grande quantidade e, no ano de 2020, não foi diferente. Porém, este ano, houve um crescimento no preço do alimento e o Fala! Universidades veio explicar o que levou a isso.

Nas últimas semanas, vimos uma série de memes nas redes sociais sobre o preço do arroz. O queridinho do brasileiro atingiu um preço muito alto e isso trouxe indignação e perguntas sobre as causas desse aumento.

Por que o arroz está tão caro?

Primeiramente, para explicar toda a situação, é necessário explicar o contexto que estamos passando. A alta do dólar é o principal motivo. Já faz um bom tempo que o dólar esta valorizado, isto por inúmeras questões. Em 2020, ele seguiu tendo muitas variações, porém sempre com um preço alto, o que trouxe lucro para as vendas para fora do país, já que se ganha quase 6 vezes mais que as vendas dentro.

O dólar estando neste alto valor, produtores de arroz veem mais lucros em exportar o alimento, já que o pagamento vai sair maior. Esta situação faz com que grande parte das sacas de arroz vá para fora e não seja distribuído de forma eficiente dentro do Brasil. Em um período onde o consumo de arroz cresceu, a falta dele faz com que sofra aumento de preço, pois há uma alta demanda e uma baixa oferta.

arroz
Entenda quais são as causas para esse aumento do arroz. | Foto: Reprodução.

É importante citar que esse preço exorbitante poderia ter sido amenizado pelo chamado “estoque regulador”. Diversos produtos alimentícios são armazenados pela Companhia Nacional de Abastecimento, ou, como é mais conhecida, a Conab. Em caso de alta de preços em algum produto, a Conab vende parte de seu estoque regulador para aumentar a oferta e, assim, ter menos impacto nos preços.

Porém essa reserva sofreu uma queda de uns anos para cá. O número do armazenamento acaba nem chegando perto do necessário para a demanda, e sua eficiência está quase nula. Este fato fez o brasileiro sentir ainda mais o prejuízo causado pelas altas dos preços. 

Apesar dessa situação trazer preocupação, muitos economistas acreditam que esse aumento não será duradouro, e que é esperado que volte a normalização dos preços no começo de 2021. O que nos resta é esperar e diminuir o consumo de um dos protagonistas do prato feito.

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Por Júlia Stavracas – Fala! Cásper

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