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A Pluralidade no Grammy Awards

A Pluralidade no Grammy Awards

Por Bianca Dias e Gabriela Henrique – Fala! Anhembi

No domingo, 10, aconteceu um dos eventos mais importantes do universo da música. A 61° edição do Grammy Awards foi marcada por uma grande representatividade feminina e pelo protagonismo do rap na indústria musical. A premiação teve indicações de artistas como Childish Gambino, Cardi B, Lady Gaga, Janelle Monáe, conduzindo a pluralidade de volta aos palcos.

Uma das grandes surpresas da noite foi Childish Gambino, nome artístico do cantor e ator Donald Glover, ganhando a categoria de melhor música por “This is America”, single polêmico que denuncia o racismo cultural presente dentro da sociedade norte-americana. A grande surpresa se deu pelo fato de ter sido a primeira música de rap a ganhar nessa categoria. Glover se recusou a marcar presença no evento e até agora não há informações da sua não ida ao mesmo, mas em declaração o cantor justificou sua atitude como autoexplicativa. Além deste prémio, This is America também ganhou nas categorias de melhor clipe, melhor música R&B do ano, gravação do ano e melhor colaboração de rap.

A categoria de “Melhor Canção de Rap” foi conquistada pelo rapper Drake com o hit God’s Plan, mas o que ganhou holofotes foi seu discurso. O cantor ressaltou para os novos talentos e para aqueles que já estão na indústria que as premiações são um mercado e enfatizou a importância das pessoas reconhecerem a valorização que o seu público tem por suas composições. Enquanto o rapper concluía a sua fala, o Grammy cortou o seu discurso e foi para os comerciais. 

Um dos prêmios que marcaram a noite foi de “Melhor Álbum de Rap” onde a cantora de rap Cardi B, conhecida pelos sucessos “I Like It” e “Finesse” parceria com o vencedor do ano passado Bruno Mars, ganhou o prêmio com o seu álbum, Invasion of Privacy, trazendo a representatividade de ser a primeira mulher a ganhar um prêmio nessa categoria, depois de 61 anos de evento.

Com uma premiação tomada por mulheres no palco, a cantora Lady Gaga também ressaltou a importância de discussões sobre saúde mental, por conta de seu papel no filme Nasce Uma Estrela, e como isso é algo comum na indústria musical fazendo um apelo para que as pessoas se ajudem.

O filme Nasce Uma Estrela, protagonizado por Gaga e Bradley Cooper, conquistou três prêmios, dois deles referentes a canção “Shallow” que faz parte da trilha sonora do filme.

Outras vozes femininas também foram destaques na edição de 2019: a britânica Dua Lipa recebeu o prêmio de artista revelação, e Kacey Musgraves venceu três categorias, incluindo álbum do ano com Golden Hour. Ariana Grande, que não compareceu à cerimônia, levou o prêmio de “Melhor Álbum Pop” com Sweetener.

A ex primeira dama dos EUA, Michelle Obama, subiu ao palco junto das cantoras Alicia Keys, Lady Gaga, Jennifer Lopez e a atriz Jada Pinkett Smith para lembrar o quanto a música pode quebrar barreiras, trazer o empoderamento e a liberdade.

Em contraponto à presença e o discurso de quebra de barreiras, estava a cantora Joy Villa. A artista causou polêmica ao aparecer usando um vestido que imita a aparência de um muro e com a frase “Build the wall” (construa o muro), em apoio ao presidente americano Donald Trump. A cantora já vem mostrando seu apoio ao presidente desde 2017, sempre trazendo mensagens em seus vestidos como “Make America great again” (faça a América grande novamente).

Em comparação a última edição da cerimônia, em que foi levantada a hashtag #GrammyIsSoMale para chamar a atenção e abrir debate sobre a falta de mulheres nas categorias e como vencedoras, a premiação este ano teve maior inclusão de artistas femininas.

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