40 anos de história: personagens que marcaram as novelas brasileiras
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40 anos de história: personagens que marcaram as novelas brasileiras

40 anos de história: personagens que marcaram as novelas brasileiras

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De Odorico Paraguaçu até Félix, os personagens da TV Globo são até hoje lembrados pelo público e pela própria emissora.

É fato que as novelas brasileiras são parte da cultura do país, marcado por dramaturgias inesquecíveis e, vilões ou mocinhas, personagens que fizeram história. Uns viraram “memes”, outros até filmes, mas todos ficaram imortalizados como parte do entretenimento brasileiro e da memória de todos nós. Confira quem são os personagens mais marcantes da televisão brasileira:

Personagens que marcaram as novelas brasileiras

Odorico Paraguaçu (Paulo Gracindo), de O Bem Amado (1973)

O personagem criado por Dias Gomes é, na trama, o prefeito da cidade de Sucupira e tem como grande objetivo de sua campanha política a construção de um cemitério para os moradores da região.

Ao retratar a corrupção entre os engravatados, que não se envergonham de não cumprir suas promessas, o personagem que foi adaptado do teatro para a televisão se tornou uma figura inesquecível das telenovelas.

Odorico Paraguaçu
Odorico Paraguaçu. |Foto: Reprodução.

Dona Redonda (Wilza Carla), de Saramandaia (1976)

Outra criação de Dias Gomes, a história era ambientada no município de Bole-Bole, na zona canavieira de Pernambuco.

O enredo principal consistia em uma briga política, um plebiscito para a mudança do nome da cidade. Apesar disso, o que mais chamava a atenção na dramaturgia eram as características exóticas de alguns personagens, como João Gibão (Juca de Oliveira), que escondia em sua corcunda um belo par de asas; Aristóbulo Camargo (Ary Fontoura), que virava lobisomem nas noites de lua cheia; e a Dona Redonda, que não parava de comer e, por isso, explodiu em uma das cenas mais marcantes da televisão brasileira.

Em 2013, a novela foi regravada e coube a Vera Holtz representar a lendária Dona Redonda.

Dona Redonda
Dona Redonda. |Foto: Reprodução.

Sinhozinho Malta (Lima Duarte), de Roque Santeiro (1985)

Com a contribuição de Aguinaldo Silva, a novela, que foi mais uma produção de Dias Gomes, tinha como pano de fundo a crítica contra a exploração comercial e política da fé popular.

Quando supostamente Roque Santeiro morre, Sinhozinho Malta passa a se relacionar com a viúva Porcina (Regina Duarte).

Apesar disso, o retorno inesperado do personagem que dá nome à trama promete impactar a vida de todos os moradores da cidade de Asa Branca.

personagens
Sinhozinho Malta. |Foto: Acervo/ TV Globo.

Viúva Porcina (Regina Duarte), de Roque Santeiro (1985)

Apesar de muito inteligente e intuitiva, principalmente para negócios vantajosos, é ignorante de berço. Sua fazenda é uma das maiores da região e faz questão de ostentar sua riqueza e poder, sempre com grande mau gosto.

Ganhou prestígio em Asa Branca com a história de que foi casada com Roque Santeiro (José Wilker), a quem teria conhecido em uma das viagens dele para vender santos. Os dois teriam se apaixonado e logo se casado, poucos dias antes de o santeiro voltar à cidade natal e morrer.

Em Asa Branca, Porcina encontrou amparo em Sinhozinho Malta (Lima Duarte), de quem é amante, e se tornou essencial para a manutenção do mito. É tida como santa, mas tem um comportamento duvidoso.

personagens icônicos
Viúva Porcina. |Foto: Reprodução.

Odete Roitman (Beatriz Segall), de Vale Tudo (1988)

Quem matou Odete Roitman? Qualquer um que acompanhava a novela Vale Tudo, exibida Rede Globo em 1988, era intrigado pela pergunta.

Durante 11 capítulos, o destino da personagem estava entre os assuntos mais comentados em todos os lugares. Para imaginar o clima de tensão, cinco versões diferentes do final da personagem foram gravadas e seu destino só foi realmente revelado no dia da exibição do episódio.

Assim, a partir dessa produção, os autores de novelas perceberam os benefícios de deixar o público curioso, só revelando o suspense ao final da trama.

quem matou Odete Roitman
Odete Roitman. |Foto: Reprodução.

Sasá Mutema (Lima Duarte), de O Salvador da Pátria (1989)

Após dar vida a Sinhozinho Malta, Lima Duarte volta quatro anos depois e marca novamente a história da teledramaturgia brasileira com o matuto Sassá Mutema.

O personagem era usado para abafar as fofocas de um relacionamento extraconjugal do deputado federal Severo Toledo Blanco (Francisco Cuoco) e entra em uma sinuca de bico após a morte da amante de Severo e do radialista que investigava o caso.

Acusado de assassinato, ele consegue provar sua inocência e se torna muito popular por conta disso, se elegendo prefeito da cidade fictícia de Tangará.

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Sasá Mutema. |Foto: Reprodução.

Tieta (Betty Faria), de Tieta (1989)

Uma adaptação homônima da história de Jorge Amado, Tieta estreou em 14 de agosto de 1989 e foi um marco na carreira de Betty Faria.

A sua dramaturgia, que se passava na cidade fictícia de Santana do Agreste,  contava a trajetória de uma jovem que foi expulsa de casa por seu comportamento considerado liberal demais.

Entretanto, 25 anos depois, Tieta retorna para sua cidade natal, rica e determinada a se vingar de todos que a maltrataram, especialmente sua irmã Perpétua (Joana Fomm).

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Tieta. | Foto: Divulgação/ Rede Globo.

Dona Armênia (Aracy Balabanian), de Rainha da Sucata (1990)

1990. São Paulo. O contraste dos chamados novos ricos e a elite paulistana em decadência. Essa era a trama principal de Rainha da Sucata.

Apesar disso, a novela de Jorge Fernando é lembrada pelas  características únicas de uma de suas personagens secundárias: Dona Armênia.

Mãe de três homens adultos, a divertida Armênia Giovanni ficou marcada pela maneira arrastada de falar, por causa de seu sotaque armênio, que rendia boas risadas todas vez que ela se referia a seu filhos como “minhas filhinhas” ou dizia seu famoso bordão “Vou botar essa prédio na chon!”.

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Dona Armênia. | Foto: Nelson di Rago / TV Globo.

Tonho da Lua (Marcos Frota), de Mulheres de Areia (1993)

Eternizado por Marcos Frota, Tonho da Lua teve sua primeira aparição na TV Tupi, em 1973, e foi interpretado por Gianfrancesco Guarnieri.

Na história, o personagem sofre com diversos problemas psiquiátricos, tem extrema dificuldade para lidar com a dualidade do bem e do mal e é incapaz de manter um diálogo linear. Entretanto, seu papel na trama é essencial, já que ele é o único que consegue notar as diferenças entre Ruth e Raquel (Glória Pires) e o mau-caratismo da irmã vilã.

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Tonho da Lua. | Foto: Ricardo Leoni/ Divulgação.

Nazaré Tedesco (Renata Sorrah), de Senhora do Destino (2004)

É impossível relembrar as grandes antagonistas de novela e não citar a personagem. Capaz das mais diferentes maldades, Nazaré Tedesco sequestra uma criança recém-nascida só para continuar seu plano de se casar com seu amante José Carlos (Tarcísio Meira) e mudar de vida.

Muito traumatizada com o roubo da filha, Maria do Carmo (Susana Vieira) passa toda a novela em busca de sua filha mais velha.

Lembrada por uma arrogância única e uma risada capaz de assombrar qualquer um, Nazaré se tornou uma das maiores vilãs da história da dramaturgia.

Nazaré Tedesco
Nazaré Tedesco. |Foto: Reprodução.

Bia Falcão (Fernanda Montenegro), de Belíssima (2005)

Considerada uma das piores e maiores vilãs da dramaturgia, a empresária era muito elegante e glamourosa. Ao mesmo tempo, Bia Falcão demonstrava ser traiçoeira, sociopata e maquiavélica, sendo capaz de destruir de propósito a felicidade de pessoas próximas e até simular a própria morte.

Apesar disso, não foi punida, pelo contrário, terminou a novela em uma suíte luxuosa de Paris, ao lado do garoto de programa Matheus (Cauã Reymond).

Preconceituosa até o último fio de cabelo, a personagem ofereceu ao público momentos até hoje lembrados. O principal deles foi em um desabafo com um cúmplice, quando ela afirmou que: “Pobreza pega! Pega! Pega como sarna. Pega como um vírus. Entra pela pele, pela respiração. Não toco em nada pra não me contagiar”.

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Bia Falcão. |Foto: Reprodução.

Flora (Patrícia Pillar), de A Favorita (2008)

A novela, no início, não apresenta a antagonista da história, mas os dois lados das ex-cantoras Flora e Donatela (Cláudia Raia). A família de Flora adotou Donatela, o que as fez crescer como irmãs e formar a dupla sertaneja de sucesso Faísca e Espoleta.

Entretanto, a carreira é interrompida depois que Donatela e Flora conhecem Marcelo (Flávio Tolezani) e Dodi (Murilo Benício) e se casam com eles, respectivamente. Separada de Dodi, Flora tem um caso com o marido da irmã e dessa relação nasce Lara, o que distancia ainda mais as protagonistas.

No pior momento de rivalidade entre as duas, Marcelo é assassinado e a culpa recai sobre Flora, que foi pega com a arma do crime. Após dezoito anos na prisão, ela sai disposta a provar que Donatela é a verdadeira culpada e a tomar tudo o que era da rival, inclusive sua filha, que foi criada por ela.

A trama inovou ao romper com o desfecho tradicional, pois, ao invés da revelação da verdade no último capítulo, os personagens, aos poucos, descobriram a verdade sobre Flora, a grande vilã.

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Flora. |Foto: Divulgação/ TV Globo.

Crô (Marcelo Serrado), de Fina Estampa (2011)

Dono de bordões marcantes e divertidos, como “Filha de Rá” e “Ovulei!”, Crodoaldo Valério ou Crô para os mais próximos, era mordomo de Tereza Cristina (Christiane Torloni) e a principal figura cômica da dramaturgia de Aguinaldo Silva.

O personagem de Marcelo Serrado arrancava risadas sempre que interagia com o motorista Baltazar (Alexandre Nero) ou com a empregada Marilda (Kátia Moraes).

O sucesso do personagem foi tão grande que Crô saiu das novelas e ganhou seu próprio filme nos cinemas. Em 2013, o personagem estreou na indústria cinematográfica e atraiu mais 330 mil pessoas em seu primeiro final de semana de exibição. O segundo filme do mordomo, Crô em Família, alcançou o primeiro lugar nas bilheterias brasileiras e foi visto por cerca de 1,6 milhão de pessoas.

Crô
Crô. |Foto: Reprodução.

Carminha (Adriana Esteves), de Avenida Brasil (2012)

Traduzida em mais de dezenove idiomas e transmitida em aproximadamente 125 países, a novela foi um fenômeno de audiência. Grande responsável por isso, Carmen Lúcia Moreira de Souza Araújo, mais conhecida como Carminha, enganou Tufão (Murilo Benício) e escondeu a esposa dissimulada e ardilosa que era.

Apesar disso, seu universo de mentiras entra em decadência quando Rita/Nina (Débora Falabella) se infiltra em sua casa e busca vingança pela morte do pai.

Carminha também tinha uma frase característica: “É tudo culpa da Rita” e assim como sua ex-enteada, Rita/Nina, foi abandonada no lixão quando criança, mas pelo próprio pai, Santiago (Juca de Oliveira).

avenida brasil
Carminha. |Foto: Reprodução.

Félix (Mateus Solano), de Amor à Vida (2013)

Irônico e de língua afiada, Félix ficou conhecido por seus icônicos bordões como: “Eu salguei a Santa Ceia, só pode” e “É o hot dog do Félix!”.

O personagem passou boa parte da vida guardando grandes segredos, como sua homossexualidade e o fato de ter jogado a própria sobrinha no lixo.

Entretanto, ao ser desmascarado, teve ao seu lado pessoas que nunca poderia imaginar.

Félix
Félix. |Foto: Reprodução.

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Por Maria Cunha – Fala! Cásper

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