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Confira como foi a 22ª edição da Festa do Imigrante

Confira como foi a 22ª edição da Festa do Imigrante

Por: Marina Ruiz  – Fala! Cásper

 

Nos séculos XIX e XX, representantes de mais de 70 nacionalidades chegaram ao Brasil com o sonho de “fazer a América”. Desembarcaram em terras brasileiras com o anseio de refazer suas vidas trabalhando nas lavouras de café e na indústria paulista.

Desde então, trouxeram contribuições expressivas para a história e formação cultural do país. Um conjunto de heranças como sobrenomes, sotaques, costumes, culinária e vestimentas são traços significativos deste processo.

A Festa do Imigrante nasceu de heranças compartilhadas em um encontro único, com diferentes tradições e culturas reunidas em uma grande celebração. Tem o intuito de resgatar a história de mais de 2,5 milhões de pessoas que passaram pela antiga Hospedaria dos Imigrantes do Brás, desde final do século XIX.

Realizada nos dias 04, 10 e 11 de junho, sua 22ª edição reuniu gastronomia, arte, música e dança de nacionalidades que compõem a diversidade cultural de São Paulo. Também contou com diversas atividades para o público, como participar da elaboração de pratos (entre eles ceviche, ficazza e mutton curry), aulas ministradas por pessoas do Congo, Palestina, Índia, Síria e outros países, além de oficinas de música.

A festa teve a entrada no valor de R$10 e R$5 (meia), e é um evento organizado há 22 anos pelo Museu da Imigração, localizado no Brás, em parceria com o Governo de São Paulo e a Secretaria de Cultura. Mais de 22 mil pessoas prestigiaram as manifestações culturais das comunidades de imigrantes e descendentes.

Foto: Marina Ruiz
Foto: Marina Ruiz

 

Em três dias de evento, a 22ª Festa do Imigrante contou com a participação de 44 expositores de alimentação, 32 expositores de artesanato e 45 grupos de dança e música. Ao todo, foram mais de 50 nacionalidades representadas em diversos tipos de atrações.

Um dos destaques do evento foi o projeto “Sabor Paulista”, uma iniciativa da Rede Globo, que valoriza a diversidade gastronômica de São Paulo e ofereceu oficinas abertas de culinária, ministradas pelas comunidades de imigrantes. Na programação, o preparo de diversas receitas típicas foi apresentado para o público, que participou gratuitamente.

Foto: Marina Ruiz
Foto: Marina Ruiz

 

O público também teve a oportunidade de participar de oficinas de artesanato, workshops de dança e de culinária como a Temperos do Mundo, oferecidos pelas próprias comunidades de imigrantes e descendentes. As crianças também tiveram lugar na festa com o espaço “Faz e Conta”, com muitas histórias e oficinas de pintura e de desenho.

Foto: Marina Ruiz
Foto: Marina Ruiz

 

Um dos países que marca presença na festa há alguns anos é Moçambique, do continente africano. No Brasil, há traços da cultura moçambicana na alimentação, como a utilização do coco na comida, na forma espiritual de algumas pessoas, na dança ou até na maneira de se vestir.

O Fala! conversou com o moçambicano Luis Alfredo, que atualmente mora no Brasil com a esposa e mais quatro filhos. Ele foi um dos expositores, representando a barraca de Moçambique. Luis falou sobre sua imigração, sobre a cultura moçambicana e sua experiência na festa:

“Hoje em dia, a maioria dos moçambicanos vem para estudar e residir no Brasil – viemos aqui com um único propósito e, mesmo morando nesse país, estamos buscando maneiras de preservar, divulgar nossa cultura e compartilhar com outros povos, que é o que estamos fazendo aqui na Festa do Imigrante”.

Foto: Marina Ruiz
Foto: Marina Ruiz

 

Hoje, os estudantes prosseguem com seus estudos por intermédio de concursos. Há uma valorização da carreira, da vocação e do indivíduo. Luis Alfredo, ainda, acrescenta: “Somos imigrantes de Moçambique, mas quando estamos tudo no mesmo espaço, como aqui, somos uma família!”

A Bulgária, país mais novato na Festa do Imigrante, também marcou presença. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 3 mil e 200 búlgaros vivem no Brasil atualmente, principalmente em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte. O país abriga a nona maior colônia búlgara do mundo.

A búlgara Borianka Dimitrova, segundo ano como expositora no evento, estava na barraca do país e também conversou com a gente:

“Moro no Brasil há 11 anos e vim para cá depois de conhecer meu marido na Itália, pois nossos amigos, também imigrantes, estavam de mudança para essa terra. Eu amo poder mostrar um pouco da minha cultura através da gastronomia aqui na Festa do Imigrante, e é muito importante um evento assim para nós!”

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Foto: Marina Ruiz

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