1000 dias: Veja como andam as investigações do Caso Marielle Franco
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1000 dias: Veja como andam as investigações do Caso Marielle Franco

1000 dias: Veja como andam as investigações do Caso Marielle Franco

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Marielle Franco e Anderson Gomes foram mortos a tiros dentro de seu carro no dia 18 de março de 2018. Investigações ainda não confirmaram quem foi o mandante do crime

Marielle Franco
Assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes completa 1000 dias hoje (08/12/20). | Foto: Reprodução.

Veja como andam as investigações do Caso Marielle Franco em 2020

No dia 18 de março de 2018, há 1000 dias, a vereadora do PSOL, Marielle Franco, e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados a tiros dentro de seu carro. A parlamentar estava retornando do evento intitulado “Jovens Negras Movendo as Estruturas”, quando o veículo em que se encontrava foi atingido por 13 tiros por volta das 21h30, na Rua Joaquim Paralhes, no Estácio – RJ.

A vereadora foi atingida por 4 tiros na cabeça, enquanto Anderson levou ao menos 3 tiros nas costas. Ambos morreram no local. Hoje, no milésimo dia após seu assassinato, a hashtag “1000 dias sem Marielle” ocupou o primeiro lugar nos trends do Twitter e os internautas continuam a se perguntar: “Quem mandou matar Marielle? E por quê?”

Ronnie Lessa e o ex-PM, Élcio de Queiroz, foram identificados como os autores dos tiros que mataram Marielle e Anderson e estão presos desde março de 2019. Em 2020, o delegado Moisés Santana assumiu o caso após assumir a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, substituindo Daniel Rosa.

Relembre o envolvimento de Bolsonaro no Caso Marielle Franco

Ronnie Lessa e Jair Bolsonaro moravam no mesmo condomínio. Em outubro de 2019, o porteiro do condomínio Vivendas da Barra envolveu o nome do presidente no caso, após dizer que Élcio de Queiroz, outro acusado de matar Marielle e Anderson, chegou ao condomínio Vivendas da Barra no dia do assassinato de Marielle Franco perguntando por Jair.

O porteiro, então, ligou para a casa número 58, onde mora Bolsonaro, e identificou a pessoa que atendeu o interfone como Seu Jair. No entanto, peritos confirmaram que a voz que atendeu o interfone era de Ronnie Lessa, e não de Bolsonaro. O carro de Élcio de Queiroz adentrou o condomínio e, ao invés de ir para a casa 58, se dirigiu à casa 66, onde morava Ronnie Lessa.

Em novembro de 2019, após o envolvimento do nome da família Bolsonaro no caso, a Polícia Federal do Rio de Janeiro voltou a investigar o relacionamento de Carlos Bolsonaro e Marielle que, em 2018, eram vizinhos de gabinete na câmera do Rio, e haviam se envolvido em uma discussão.

Quem mandou matar Marielle Franco?

Uma matéria publicada no UOL em outubro de 2019 apurou informações contidas em um áudio feito pelo miliciano Jorge Alberto Moreth ao vereador Marcello Sicilliano, no dia 8 de fevereiro de 2019, falando que o empresário Domingos Brazão teria sido o mandante do assassinato de Marielle Franco, vereadora do PSOL.

A conversa, arquivada em documentos do MP (Ministério Público), sugere que Domingos Brazão teria pago 500 mil reais pelo crime e aponta os nomes Leonardo Gouveia da Silva, conhecido como ‘o Mad’, Leonardo Luccas Pereira, que leva apelido de ‘Leléo’, e Edmilson Gomes Menezes, ‘o Macaquinho’, como os matadores de aluguel autores do crime.

No entanto, essas informações ainda não têm correlação com Ronnie Lessa e Élcio Vieira, acusados de serem os autores do crime. Em 2020, a Globonews divulgou informações de que Domingos Brazão foi acusado de obstruir as investigações sobre o caso. Não se sabe se, de fato, o conselheiro seria o mandante do crime nem suas motivações.

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