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Programa “Edição Extra” – o órgão laboratorial universitário da TV Gazeta

Por Malu Mões e Michele Yang – Fala! Cásper

 

O ano de 2017 marca a transição do Edição Extra (programa exibido na TV Gazeta) para um novo formato. O programa de jornalismo passou por uma mudança estrutural para proporcionar uma experiência mais profunda, tanto para o seu público quanto para os alunos que participam de sua produção.

A mudança de formato ocorreu por pedido da direção da Faculdade Cásper Líbero e foi executada por Rubens Ishara, o novo diretor do órgão laboratorial. Os próprios alunos também possuíam há muito tempo o desejo por um modelo diferente. “Todo mundo já tinha essa vontade, mas apareceu a chance de tentar”, explicou Julia Zayas, estudante do 3º ano de Jornalismo e monitora do Edição Extra.

O Edição Extra é um programa jornalístico de trinta minutos, transmitido todo primeiro domingo do mês, às 23h30, na TV Gazeta. Ele é o único órgão laboratorial universitário a ser transmitido em TV aberta, o que o torna um grande atrativo para os alunos de Jornalismo e de Rádio, TV e Internet. O programa funcionava como uma revista eletrônica, com cinco reportagens “frias”, mais superficiais e com temáticas que não se conectavam.

No entanto, para dar mais profundidade ao programa, hoje ele funciona no formato de um especial. Cada edição aborda apenas uma temática, a qual é escolhida por sua relevância social. Temas como saúde mental, sustentabilidade e refugiados estão entre as edições já produzidas no novo formato. “É como se fosse o momento em que a TV Gazeta parasse no fim do mês para pensar mais densamente sobre um assunto que a sociedade discute”, explica Ishara.

Todas as edições encontram-se disponíveis na página do Youtube da Faculdade, o que marca outra mudança no programa. “A gente tem conteúdo exclusivo que vai pro Facebook, conteúdo exclusivo que vai pro YouTube, pro Instagram, pro Stories. Então o Edição Extra deixa de ser um programa de TV para ser um produto multiplataformas que é a tendência do mercado”, conta o diretor do órgão.

Ishara possui três objetivos com a mudança: 1) gerar um ambiente em que os dois cursos (Jornalismo e Rádio, Tv e Internet) possam dialogar e aprender uns com os outros, visto que a comunicação está mais integrada e que o mercado exige um profissional que entenda o processo como um todo, tornando o mais completo; 2) proporcionar aos alunos um ambiente real, alinhando a teoria às práticas e 3) resolver alguns problemas de comunicação da Faculdade Cásper Líbero, construindo um conteúdo relevante que mostre a faculdade do jeito que ela realmente é: um ambiente plural com professores e projetos incríveis, mas que o público externo, e às vezes até mesmo o público interno, não conhece.

Tácia Herstig, aluna do 4° de Rádio, Tv e Internet e monitora do Edição Extra, acredita que participar da reformulação de um programa de televisão é muito enriquecedor para quem está entrando no ramo do entretenimento televisivo. Para Júlia, o importante é adquirir a lição: “mesmo que as coisas deem errado, o que realmente vale é o fato de correr atrás e não desistir, porque faz parte da profissão”.

Ana Fanelli, aluna do 2° ano de RTVI, e monitora do Edição Extra, diz que participar do programa lhe permitiu adquirir experiências através de novos formatos e processos de produção. Beatriz Issler, aluna do 3° ano de Jornalismo e monitora também, concorda: “participar do Edição é valioso para o currículo e para a experiência pessoal.” Diz, também, que é possível experimentar, além de novos formatos, novas linguagens e que a equipe está sempre buscando se renovar.

Para se tornar colaborador é necessário agendar uma entrevista com o diretor da produtora experimental (Rubens Ishara) primeiro. A entrevista funciona para que ele conheça melhor o/a estudante e entenda em que função ele ou ela pretende colaborar e com quais objetivos. Qualquer aluno(a) que mostrar interesse irá participar do programa, porém, há uma lista de espera, por conta do grande número de interessados.

“Hoje todo mundo tem chance de participar, não só quem deu a ideia [da pauta] ou quem foi sorteado. Essa pessoa é convidada e ela ajuda numa pauta no papel de assistente”, esclarece Ishara. Antigamente, os alunos eram escolhidos ou por sorteio ou por terem dado a ideia da pauta. No entanto, muitas vezes eles – os colaboradores júniores, como são chamados agora – ainda não possuíam experiência suficiente para realizar o papel de repórter ou produtor principal. Por isso, no atual formato, quem exerce essas funções são os monitores ou os colaboradores “plenos” (fixos).

Seja como monitores ou colaboradores júniores, o mais relevante para os alunos é a experiência e a oportunidade que eles recebem. “Você tem que arcar com todas as consequências e todas as possibilidades que isso [o programa] te dá. É aprendendo a realidade, entendeu? Não é um projetinho menor, é um programa de Tv aberta, é um programa de YouTube que tem o mesmo nível de exigência que um programa normal teria e é por isso que a gente cresce. A gente se desafia a estar no mesmo nível que as outras pessoas estão” explica, o monitor Victor Muniz, aluno do 2° ano de Rádio, Tv e Internet.

Confira um episódio do programa Edição Extra:

 

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