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Ilustrador e cartunista da Ponte Jornalismo ministra palestra no Mackenzie

Por Patrícia Carvalho – Fala! M.A.C.K

 

O cartunista, ilustrador e jornalista Antônio Junião Júnior, integrante da organização de jornalismo independente Ponte Jornalismo, ministrou na tarde desta terça-feira (24) uma palestra para a turma do terceiro semestre de Jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Foto: Patrícia Paixão

 

A palestra, organizada pela Profª Ms. Patrícia Paixão, foi conduzida durante a aula de Políticas Públicas e Direitos Humanos e abordou temas relacionados à disciplina como racismo, representatividade e violência do Estado por meio de charges e ilustrações produzidas por Junião.

Foto: Bruno Castro

 

Com o incentivo de familiares que atuavam no ramo artístico, o cartunista declarou que começou a desenhar quando criança e nunca mais parou. Formou-se em Artes Plásticas pela Universidade Estadual Paulista, experiência que ele afirmou ter sido essencial para o profissional que é hoje.

Junião trabalhou em veículos impressos desde sua formação e em 2002 passou a atuar em plataformas on-line, nas quais atua até hoje. A Ponte, de acordo com ele, foi uma saída para continuar no Jornalismo. “Queria trabalhar com temas que fizessem sentido para mim, que mexessem comigo”.

Durante a palestra, o ilustrador compartilhou suas charges publicadas no site da Ponte Jornalismo, todas relacionadas à justiça, aos direitos humanos e a segurança pública – que são o foco da organização independente. A escolha dos assuntos, no entanto, é feita com base no que Junião consegue apurar e falar com propriedade.

Quando questionado sobre a pequena importância atribuída às charges e cartuns pelo público, ele declarou que “charge é pouco, mas incomoda. É como um grão de areia no pé”. Para o ilustrador, suas obras proporcionam um momento de reflexão. “Eu vejo como uma forma de você pegar a pessoa desprevenida e fazer ela discutir assuntos que ela não queria discutir”.

Junião também revelou ter vivenciado situações de desigualdade racial, como ter sido o único negro em diversos lugares onde trabalhou. “Já saí de casa sabendo que o mundo era racista”. Ele relacionou o fato de ter ingressado em uma universidade pública ao apoio recebido de sua família, mas deixou claro que isso não acontece com todos os jovens negros.

O ilustrador abordou, ainda, as inúmeras áreas em que o jornalista pode atuar hoje e ressaltou a importância do profissional dessa área tentar dialogar com todos. “O jornalista deve levar informação independente de ideologias”. Ele também reiterou sobre a importância do profissional do ramo jornalístico estar sempre aberto para debates, para sair e participar de Workshops, atitude adotada por ele e os demais integrantes da Ponte.

 

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