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Encontro de Coletivos Universitários é promovido pela Casa 1

Por Leonardo Martins – Fala! Anhembi

 

Sabendo da necessidade de mais grupos como estes, na semana passada, dia 21/10, a Casa 1 promoveu o primeiro encontro de coletivos universitários, na região da Liberdade, em São Paulo.

O objetivo da entidade é criar uma rede para fortalecer o trabalho dos coletivos e estabelecer uma relação entre esses grupos. O levantamento de dados e estatísticas foi uma característica fundamental para mapear o cenário que cada universidade se encontra. Um dos problemas comuns identificados por eles foi a desarticulação e falta de estrutura.

“Só quando há o entendimento da necessidade de um coletivo se tem uma organização para que ele cresça, é estereótipo dizer que um curso de engenharia costuma ser mais machista ou lgbtfóbico do que um de história” disse a membro do coletivo feminista Maria Bonita, do curso de História e Geografia da Universidade de São Paulo, Kelli Galvão.

Segundo a Frente LGBT+ Casperiana, da Faculdade Cásper Líbero, o incentivo ao debate tem um caráter educativo. “Os temas que abordamos tentam abranger as diversas letras de LGBT e no caso de temas mais genéricos, como relacionamentos abusivos, bullying na escola, etc, procuramos sempre estabelecer um recorte de classe, gênero e raça”, apontou.

O encontro gerou perspectivas positivas. “Conseguimos perceber muitas opiniões divergentes entre si, no entanto, isso poderá ajudar com questões de interação com outras universidades que já possuem coletivos e grupos de apoio, em contatos com palestrantes e pessoas ativistas do meio LGBT”, declarou o estudante de psicologia, Victor Meireles, que tem a ideia de criar um coletivo na Universidade São Judas.

Um dos objetivos da discussão é implantar isso cada vez mais nos intercursos.  O projeto “JUCA da Diversidade”, nos Jogos de Comunicação e Artes, em Araraquara nesse ano, gerou otimismo. “É um trabalho paliativo, não será feito para sempre, pois o assunto diversidade tem que se tornar algo natural futuramente” disse Risaldo Junior, idealizador do projeto, junto com a Usina, neste ano.

Uma segunda reunião foi programada para o fim de novembro, onde os membros dos coletivos levarão materiais de mapeamento e estatísticas de casos da sua faculdade.

 

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