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Debate na Cásper Líbero promove a diversidade no mercado da comunicação

Por Mattheus Goto – Fala! Cásper     Fotos: Isabella Codognoto

 

A Frente LGBT+ Casperiana teve a oportunidade de promover um debate, na última quinta-feira, 24, durante a Semana Integrada de Comunicação da Faculdade Cásper Líbero, com o tópico “Comunicadores LGBT+ e diversidade na mídia”.

A mesa foi composta por comunicadores relevantes à causa LGBT, a fim de conscientizar aqueles que estão estudando e entrando neste mercado. Durante a reunião, foram pontuados vários argumentos que demonstram a dificuldade de ser LGBT+ na área da comunicação, e o público pôde se inspirar e entrar em contato com a história de publicitários e jornalistas que lutam para que isso mude dentro e fora do mercado.

Mediada pelo professor da faculdade, Vitor Grunvald, a reunião recebeu seis personalidades: os publicitários Bruno Kawagoe, Caio Baptista, Maria Guimarães, Anna CastanhaAriel Nobre e o jornalista Iran Giusti.

Diversos temas abordados abarcaram a tentativa de inclusão LGBT+ no esporte, o conservadorismo versus novos ideais, as desigualdades de gênero e as responsabilidades de um comunicador.

Outro ponto importante do debate foi a apresentação de projetos como o Gaymada e o Rugby LGBT, idealizados por Bruno Kawagoe. As duas iniciativas viabilizam um espaço acessível para que as pessoas LGBT possam ser elas mesmas e aprender sobre esporte. De forma mais direta, as consultorias 65/10 (Maria Guimarães), Iden Consultoria de Marketing LGBT (Anna Castanha) e Pajubá Diversidade (Ariel Nobre) exercem um papel de filtro para as campanhas publicitárias de inúmeras empresas, as quais pretendem apoiar a proposta de igualdade de gênero e LGBT+.

Nessa percepção, Caio Baptista discursou sobre o “termo de beleza que faz sentido”, sobre o qual teve a oportunidade de palestrar em “Democracia da Pele” da Avon, no SXSW 2017.

“Não faz mais sentido ser conservador”, ou seja, a sociedade muda e os ideais também. Como comunicadores, precisamos combater o preconceito e tirar as coisas do papel, “dar a cara a tapa”. Iran Giusti também se referiu sobre isso em sua fala. Idealizador da Casa 1, centro cultural e de acolhimento de LGBTs expulsos de casa ou em situação de rua, o jornalista aponta que é nosso papel falar, dialogar e admitir que temos uma grande importância na estrutura.

Os debatedores promoveram um diálogo saudável para que fossem abertas as perguntas do público. Como ser LGBT+ e trabalhar em um ambiente hostil? Como lidar com o ódio gratuito na internet? Lamentavelmente, para trabalhar com diversidade na comunicação é necessário lidar com essa cultura do ódio.

“Ainda existem muitas mentes fechadas na sociedade e o preconceito é a única coisa que vence o capitalismo”, afirma Anna Castanha. Com isso, a publicitária reforça que muitas empresas não compram a causa por medo da recepção do público. Assim, minorias só são contratadas porque alguém na diretoria acredita em seus interesses ou é preciso provar em um apelo para a empresa que a causa da diversidade vai vender. Não se pode culpar apenas a empresa, é preciso pensar no público, o que o público quer e espera.

“Os preconceitos são estruturais, mas são estruturantes”, diz Ariel Nobre, que é também artista visual trans.

“Que bom é estar transvivo e ser operário da comunicação”.

Fica clara a responsabilidade do comunicador. Estruturamos a sociedade com base em nossos conhecimentos e, assim, formamos opinião. Estamos construindo um futuro e precisamos ter consciência disso.

 

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